Aceleradora americana ganha América Latina e procura edtechs no Brasil

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Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

Fundada em março de 2017, a aceleradora americana The Venture City iniciou 2019 com atenção voltada para negócios na América Latina. O start da estratégia de crescimento no continente foi dado com duas startups — uma do Uruguai e outra do México — prestes a entrarem no programa da aceleradora sediada na Flórida.

Ricardo Sangion, ex-diretor do Pinterest e do Facebook na América Latina, será o responsável pelo trabalho de “mapeamento do ecossistema” no Brasil. Na sua agenda está prevista a participação em eventos, visita a locais de coworking e encontros em várias cidades no país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.

Sangion foi responsável pelo crescimento do Facebook no Brasil e na América Latina entre 2010 e 2013. Na mesma ocasião, trabalhou com a fundadora da The Venture City, Laura González-Estéfani, que era country manager da rede social em Portugal e na Espanha.

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O executivo também passou pela Microsoft. Em seguida, foi responsável pelo Pinterest no Brasil, tendo trabalhado na sua expansão em toda a América Latina. O mesmo trabalho será feito em Buenos Aires, Medellín, Bogotá e Santiago, sob coordenação de Rosa Jiménez Cano, diretora de relações de ecossistema da organização baseada em Miami.

Modelo de aceleração de edtechs da The Venture City é diferenciado

A The Venture City selecionou 16 startups em 2018. Este ano, pretende chegar às 50, em todos os mercados. A abertura a negócios “em português” está inserida numa na aceleração da primeira ‘startup’ portuguesa do programa, Tonic App, no escritório em Madrid.

O modelo de negócios consiste em um investimento de US$ 100 mil em troca de 6% do capital das empresas.

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De acordo com Sangion, há especial interesse em “fintech, marketplaces e facilitações de partilha”. Mas também entram no radar as edtechs e tecnologias como blockchain e inteligência artificial.

O modelo de seleção das startups é personalizado. Pode ser feito em qualquer momento do ano. Não existe necessidade da tradicional apresentação em um evento — os chamados demo days.

As startups podem escolher o formato da aceleração. In loco, em Miami ou Madrid. De forma remota necessita uma primeira semana presencial. O programa dura seis meses. É dividido em dois blocos de três, para dar oportunidade de reajustes.

“Existe uma estrutura. Mas adaptamos o programa ao vertical, ao momento da empresa e aos desafios que tem de crescimento”, explicou Ricardo Sangion.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
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