Alunos ganham com novos critérios do MEC para avaliação das IES

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) estabeleceu novos instrumentos de avaliação das instituições de ensino superior. E o que isso muda para os alunos e vestibulandos em todo o país? Muito!

Os novos critérios são mais qualitativos que quantitativos. Com isso, a partir de agora, as melhores notas de avaliação serão um indicativo de que a instituição tem qualidade de ensino e não apenas capacidade de atendimento. Os novos instrumentos favorecem a inovação nas instituições de ensino.

Entretanto, para que os novos critérios tenham eficácia, o Ministério da Educação tem um grande desafio pela frente: capacitar os avaliadores que integram o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Por serem mais qualitativos, os novos critérios são mais subjetivos e dependem mais da capacidade individual de percepção e interpretação do avaliador.

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Até o ano passado, o número de alunos de uma instituição dividido pelo número de títulos de livros disponíveis em sua biblioteca, por exemplo, dava um número de referência numa tabela que indicava um índice. Para este ano, tudo mudou e os avaliadores que estavam acostumados aos critérios antigos precisam estar atentos para que a avaliação seja isenta e justa.

Para os cursos a distância, por exemplo, cada instituição define sua proposta pedagógica através de metodologias e tecnologias próprias.

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Esse novo modo de avaliar as instituições de ensino superior já precisa ser inserido no processo de seleção dos novos avaliadores, já que o Inep está com o processo de inscrição de candidatos aberto. Até o ano passado, o Inep tinha cerca de cinco mil avaliadores ativos no país.

Esse cadastro passou por um processo de oxigenação e novos avaliadores poderão ser cadastrados para este ano. Tanto os novos, quanto os mais antigos, deverão ser capacitados para avaliar as instituições a partir desses novos critérios.

Caso isso não aconteça, uma instituição poderá ser avaliada de uma forma e outra, de outra, podendo causar desequilíbrio no sistema de avaliação. Se isso ocorrer, os novos critérios, que são mais adequados à realidade da formação acadêmica no Brasil, perderão o sentido.

E esse risco é maior entre as instituições que oferecem Educação a Distância (EAD), que ganharam indicadores próprios de avaliação.

Critérios do MEC também mudaram para EAD

Até o ano passado, os instrumentos de avaliação para as modalidades presencial e EAD eram os mesmos com destaque menor para as especificidades da EAD.

A partir deste ano, a modalidade EAD será avaliada por sua equipe multidisciplinar, pelo ambiente virtual de aprendizagem, pela formação acadêmica dos tutores, pela atuação dos coordenadores e a sua relação com tutores e professores e pela qualidade do material didático, entre outros critérios.

Todos esses critérios evidenciam as particularidades dessa modalidade e as notas de avaliação traduzirão de forma mais precisa a qualidade das instituições.

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Os alunos e vestibulandos também ganham com os novos critérios de avaliação do MEC porque as instituições de ensino superior terão que se ajustar aos novos instrumentos, o que deve impactar de forma direta nas propostas metodológicas existentes. Nesse novo cenário, obter conceito 4 ou 5 em alguns deles exigirá um novo planejamento e novas práticas por parte das faculdades, universidades e centros universitários.

A partir de agora, é ainda mais importante que os alunos e vestibulandos acompanhem os conceitos de Reconhecimento dos Cursos e as notas do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e o CPC (Conceito Preliminar de Curso) para escolher onde estudar.

Todos os cursos de EAD da Unicesumar que já passaram pelo processo de Reconhecimento, por exemplo, possuem conceitos 4 ou 5. Nossos resultados no Enade também são excelentes, com notas 4 e 5 no CPC.

A Unicesumar recebeu CI 5 (nota máxima) e IGC 4 por sete anos consecutivos. Esses indicadores ganham maior relevância nesse novo cenário para ajudar os alunos escolherem onde vão se formar profissionalmente.

Fabrício Ricardo Lazilha

Fabrício Ricardo Lazilha

Diretor de Planejamento de Ensino da Unicesumar, especialista em Educação a Distância e avaliador do MEC.