Projeto ‘Amazonas sem Fronteiras’ leva educação tecnológica à floresta

Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

Imagine a instalação de um hub de conectividade em pleno coração da Amazônia. Pois está acontecendo. Com conceito inovador, o projeto “Amazonas sem Fronteiras” busca promover conectividade e desenvolvimento sustentável no interior do Amazonas. Dessa forma, pretende impulsionar a formação tecnológica de povos e comunidades tradicionais no meio da floresta.

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Foto: Gilson Cunha

O “Amazonas sem Fronteiras” é um projeto social proposto pela Sister Special, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que nasceu no Amazonas. A Sister atua em parceria com outras organizações similares em todo o país na formação e capacitação de adolescentes vulneráveis socialmente e pessoas com deficiência. O objetivo é levar educação tecnológica para essa região, tão carente.

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A iniciativa conta com a participação de uma grande rede de apoiadores envolvidos com a causa e também apoio do primeiro setor. Entre eles, a parceria com a cidade de Juruá, município-sede do projeto onde será instalado seu primeiro Centro de Educação Tecnológica.

Haverá aulas presenciais e interativas, via internet sem fio. As salas serão equipadas com Smart TVs, salas com computadores e um estúdio de transmissão, links de redes e IoT (internet das coisas), a partir da base de fibra de operadoras ou via satélite.

O sinal de internet sem fio será transmitido da sede da escola de Juruá para as salas de aula online instaladas em oito subpolos (sedes dos municípios ou sede das comunidades indígenas). São eles: São Paulo de Olivença, Fonte Boa, Carauari, Tefé, Caiçara, Maraã, Coari e Eirunepé.

‘Amazonas sem Fronteiras’ conectará uma região extensa 

O projeto foi pré-lançado no fim de novembro. O encontro foi organizado pela Semef (Secretaria Municipal de Finanças). Reuniu mais de 300 participantes de empresas do Estado do Amazonas.

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A proposta é romper diversas fronteiras. De acordo com dados da região, cerca de 790 mil pessoas têm algum tipo de deficiência no Estado do Amazonas. Mais de 1 milhão enfrentam dificuldades para ter acesso à educação, cursos técnicos e formação tecnológica. A ideia é apresentar novas alternativas para mudar essa matriz econômica do interior do Estado. Tudo com base no binômio educação-acesso à tecnologia.

Cerca de 100 mil pessoas deverão ser impactadas diretamente. Devido à vastidão territorial do Amazonas, o projeto chegará a municípios que distam 551Km da cidade de Juruá, a 672km de Manaus.

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O futuro prédio do Centro, em Juruá, passa por reformas (Foto: Gilson Cunha)

O primeiro Centro de Educação Tecnológica será instalado em um prédio de 600m², já construído no município de Juruá. O local, que está em fase de acabamento, abrigará o hub central do projeto. O Centro ligará as comunidades por meio dos oito subpolos formando, assim, um Corredor de TI em pleno Amazonas.

Os cursos terão duração de 24 meses e 2.920 horas-aula. Todos autorizados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). No fim do período, os alunos estarão aptos a atuar em diversas frentes. Entre elas, consultoria e gestão de TI, desenvolvimento de sistemas, softwares, aplicativos, serviços e soluções, com visão de internet das coisas (IoT).

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
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