App mede habilidades socioemocionais, já de acordo com BNCC

Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define dez competências gerais, fundamentais para a capacitação de profissionais para o mercado de trabalho do futuro. Demandará um grande esforço pedagógicos às instituições públicas e privadas adequarem currículos e processos de ensino-aprendizagem a essas habilidades gerais.

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Há um ano, essas questões entraram no radar do desenvolvedor de software Tiago Neves. Para saciar sua veia empreendedora e o sonho de contribuir para a melhora da educação brasileira, Tiago saiu de uma multinacional de tecnologia e abriu uma edtech.

 

Após meses de muita pesquisa, nascia o SKOLA. De início, surgiram duas possibilidades para trabalhar: capacitação ou a preparação do aluno para o século 21. “Detectamos que muitos educadores estavam adotando novos critérios para medir o progresso dos seus estudantes. Concentramos nossos esforços aí”, lembrou Tiago.

A proposta do aplicativo é reunir dados pedagógicos, de uma forma integral e inteligente. Atualmente, o SKOLA está na “fase 2” do projeto-piloto iniciado no último bimestre letivo de 2017 na unidade Itanhangá do Colégio MOPI.

Skola também quer empoderar professores

A equipe do SKOLA é formada pelo idealizador do projeto e CEO, Tiago Neves, Henrique Souza, que cuida da parte comercial, Pedro Jardim, desenvolvedor de software, e Marcelo Alt, designer.

A equipe do SKOLA tem planos de impactar meio milhão de estudantes em cinco anos (Fotos: Erica Bastos)

O grupo conseguiu desenvolver um app extremamente fácil e dinâmico. O SKOLA ainda tem total integração com o Google Classroom, cujas ferramentas são muito usadas pelas escolas em todo o país.

“O resultado disso é que eles nos entregaram um relatório qualitativo muito interessante para o nosso projeto pedagógico”, disse Luiz Rafael da Silva, professor de Biologia e coordenador pedagógico dos ensinos fundamental II e médio da unidade.

Além do app, que facilita o uso pelo professor, o SKOLA também é uma dashboard. Pode ser acessada pela gestão e o conselho de classes. Notas e presenças dividem o espaço com os gráficos e outras interfaces interativas. Esse conjunto de informações possibilita avaliações qualitativas da evolução do desempenho dos alunos. Tudo graças à inteligência artificial.

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“Os educadores investem uma quantidade enorme de tempo nessas tarefas. São horas escrevendo documentos para o conselho de classe a partir dessas informações em diários de papel. No caso de escolas que investem mais em modernização, com muito retrabalho são inseridas em algum sistema”, explicou o CEO do SKOLA.

O SKOLA está num momento de captação de investimentos. Tiago Neves disse que a startup pretende atuar em pelo menos mais 15 escolas, impactando cerca de 15 mil estudantes. O eixo Rio-São Paulo está no radar da edtech até o fim de 2018.

E também conversa com redes públicas. “Apesar de a rede privada ser nosso público-alvo, nosso objetivo é poder subsidiar o setor público.” Em cinco anos, a previsão do CEO do SKOLA é que o aplicativo seja usado por 350 escolas. O que pode gerar um impacto em 500 mil estudantes.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
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