A evolução do vídeo como ferramenta de ensino

A evolução do vídeo como ferramenta de ensino

Lars Janér
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Não é de hoje que se fala sobre a crescente importância do vídeo em aulas e treinamentos, e do fato de que sua eficácia é evidente – para os que produzem e consomem conteúdo. Afinal de contas, pesquisas mostraram que as pessoas assimilam, em média, 80% do que vêem, 20% do que lêem e apenas 10% o que ouvem.

A experiência acumulada pela indústria nos últimos anos, somada ao avanço constante das tecnologias envolvidas na gravação, publicação e análise, faz com que as ferramentas continuem crescendo em relevância.

Com base nessa evolução, podemos listar algumas considerações importantes sobre o uso do vídeo para a aprendizagem:

  • Integração com plataforma de ensino – antes de tudo, é fundamental que a visualização do vídeo se dê em qualquer dispositivo ou equipamento. O passo seguinte é a sua integração ao conteúdo do curso, dentro da plataforma de ensino. Links para outros sites ou aplicativos criam obstáculos desnecessários. Com o vídeo integrado, é possível atribuir o conteúdo a cursos e alunos específicos, trazendo a inteligência necessária para o gerenciamento do conteúdo e dos relatórios;
  • Vídeos curtos – sabemos que o tempo de atenção e foco diminui e cada vez mais, e é importante prestar atenção nesta regra. “Quebre” vídeos longos em capítulos, edite, e sempre que possível tente mantê-los com menos de 5 minutos – melhor ainda se for 3 minutos. “Pílulas” entregues aos poucos certamente serão melhores do que um único longo vídeo;
  • Vídeos engajantes – nas plataformas modernas, é possível gravar vídeos com poucos cliques. Mantenha-os interessantes, use gráficos e apresentações quando possível. Mas nunca esqueça que a mensagem é o foco – não se preocupe com toneladas de efeitos especiais. Ótimos efeitos de áudio e vídeo não compensam a falta de uma mensagem relevante e clara. O equilíbrio é fundamental;
  • Interatividade – os novos players de vídeo permitem que professores e alunos comentem ao longo do vídeo e iniciem uma discussão sobre os tópicos apresentados. Estimule essa interação para que todos se unam em um debate em torno do conteúdo, sem precisar deixar o player. Plugins mais modernos permitem inclusive cliques ao longo do vídeo para uma interatividade mais avançada, apresentando conteúdos adicionais ou gerando quizzes que precisam ser respondidos para continuar a assistir o conteúdo;
  • Relatórios e análises – não basta mais saber quem clicou no link ou assistiu o vídeo: hoje em dia é possível saber quem “pulou” determinadas partes e como cada aluno interagiu com o conteúdo. Use as estatísticas para entender quais partes dos vídeos mais foram assistidas e quais foram as mais “puladas” – para continuar melhorando sempre e entendendo sua audiência.

Realidade virtual, realidade aumentada, câmeras cada vez mais potentes, conexões mais rápidas e telas onipresentes vão ampliar ainda mais as possibilidades envolvendo vídeo – que continuará será um grande aliado daqueles que trabalham com conhecimento.

Se depois de Gutenberg passamos a aprender predominantemente com livros e textos, quem sabe não estejamos caminhando para uma era com cada vez mais diversidade na forma de ensinar, uma forma ainda mais natural e interativa.

 

Lars Janér

Lars Janér

Lars Janér é Diretor para América Latina da Instructure (NYSE:INST), empresa americana desenvolvedora de software para ensino acadêmico e treinamento corporativo. Sua principal plataforma, Canvas, é utilizada por mais de três mil instituições de ensino no mundo, incluindo Harvard, Stanford, Wharton, Yale e Berkeley . Lançado mais recentemente, o software de treinamento corporativo Bridge foi escolhido por empresas como Tesla, Microsoft e Slack. Antes de assumir a posição atual, Lars foi responsável pela operação no Brasil da Kaltura, plataforma de vídeo online líder nos mercados de educação e corporativo. Cursou graduação e mestrado em Administração de Empresas na PUC-Rio.

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