Desafios práticos da gestão do uso das tecnologias na educação

Carlos Seabra

palestrante-BETT-EDUCAR-InoveducAté há dez anos ninguém tinha smartphones em seu bolso. Os celulares eram usados exclusivamente para telefonemas e eventuais mensagens por SMS. As escolas têm que se preparar para o atual estágio de conectividade da sociedade e de seus alunos. Antever o que nos espera não é trivial, porém não investir na inovação com foco na aprendizagem é um grande erro.

“Tudo que podia ser inventado já o foi”, disse Charles H. Duell, diretor do Departamento de Patentes dos Estados Unidos, em 1899, ao propor o fechamento da sessão de registro de novas patentes. Grandes gurus e antecipadores de tendências já proferiram disparates do mesmo teor. Por outro lado, “a imaginação é mais importante que o conhecimento”, afirmou Albert Einstein.

Sim, tecnologia é imaginação, não podemos confundi-la com a aquisição de artefatos tecnológicos. Assim, os desafios práticos de uso e gestão de tecnologias na educação precisa estar sempre focada no binômio pessoas-equipamentos, incluindo aí também as políticas administrativas e educacionais e a infraestrutura local.

A escola tem que saber o que deseja com o uso das tecnologias, gerir o custo e a eficácia de cada equipamento, investir na infraestrutura básica, definir políticas de uso, de manutenção e de gestão desses recursos. Acompanhar a utilização, com indicadores de resultados, taxas de uso, curadoria de conteúdos, investimento em formação continuada.

Ações de formatação de gestão para uso de tecnologias

Para um uso efetivo das tecnologias na escola, são necessárias várias ações de formação e gestão de professores, coordenadores e administradores: consistência do projeto político-pedagógico e análise das competências e habilidades a trabalhar (entre estas, algumas como: aprender com os erros, levantar hipóteses, reconhecer padrões, saber se comunicar, articular-se em rede, desenvolver projetos, saber pesquisar, organizar-se e ser metódico, ter prazer intelectual, empreendedorismo cognitivo).

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Para a definição de equipamentos e infraestrutura, há que levar em conta as especificidades dos vários ambientes: laboratório, sala de aula, auditórios, biblioteca, sala dos professores, pátio e corredores, bem como a casa dos alunos.

Listamos a seguir um conjunto de itens fundamentais para a escola pensar nas políticas de aquisição, manutenção e utilização, em alguns eixos que se cruzam:

Mas o mais importante mesmo é observar a real utilização no dia a dia da escola, ter indicadores de avaliação e investir no que efetivamente alavancar ações de inovação e apresentar resultados palpáveis na aprendizagem.

 

Carlos Seabra fará palestra “Desafios práticos da gestão do uso das tecnologias na educação” na Bett Educar em 10 de maio, às 10h
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Diretor da Oficina Digital

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