Habilidades socioemocionais chegam ao currículo universitário brasileiro

Celso de Souza
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A primeira experiência de um estudante numa entrevista para estágio geralmente causa incômodo e questionamentos sobre a legitimidade da seleção. Em vez de conhecimentos técnicos, é comum o entrevistador investigar se o estudante tem criatividade, capacidade de administrar conflitos, lidar com as emoções, trabalhar em equipe, julgar e tomar decisões com assertividade.

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E o estudante pode se perguntar: “Ora, em que momento se aprende isso na faculdade?”

Essas habilidades são algumas das chamadas socioemocionais. Caso nunca tenha ouvido a respeito desse tema, chegou a hora de começar a buscar informações e se preparar para garantir sua empregabilidade.

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O mercado de trabalho atual, globalizado e altamente competitivo, está focado em procurar profissionais que não possuam apenas habilidades técnicas e cognitivas, mas que saibam, sobretudo, lidar com suas emoções. Esse profissional precisa conhecer seus pontos fortes e fracos, e desenvolvê-los, insistentemente, de maneira que a sua evolução possa impactar o trabalho com outras pessoas. O sucesso de sua carreira certamente estará ligado a essas aptidões, que são as mais valorizadas.

Estudos recentes apontam que cerca de 80% dos postos de trabalho que existirão até 2030 ainda não foram criados ou, simplesmente, não existem. A única certeza é que, qualquer que seja a posição no mercado de trabalho em 2017 ou 2030, algumas habilidades necessárias nunca mudarão. E quais habilidades você acha que nunca mudariam? Acertou se pensou nas habilidades emocionais.

Principal diferencial na era digital é a humanização

Diante dessa tendência, algumas faculdades já tomaram a iniciativa de incorporar em suas matrizes curriculares e treinamentos corporativos aulas de desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

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O Hospital Albert Einstein e o Insper, por exemplo, já estão utilizando em seus processos seletivos etapas em que o candidato é avaliado sob essas competências. As instituições estão na vanguarda e acompanham as tendências do século 21 no mercado de trabalho.

É por isso que aprender essas habilidades pode ser um pilar central para a realização pessoal e profissional. É notória a preocupação de universidades e empresas em relação a isso. Não podemos deixar passar a oportunidade de fazer com que o Ensino Superior caminhe em direção às tendências internacionais.

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No Brasil, os primeiros movimentos nesse sentido estão sendo conduzidos pela Semente Educação. Por meio da Semente Universidades, a instituição está levando até o ensino superior um tipo de conteúdo que ainda é incomum nas entidades educacionais brasileiras.

Habilidades como autoconhecimento, autocontrole, empatia, resiliência e tomada de decisões responsáveis estão entre as competências mais requisitadas pelas grandes empresas e muitas vagas de trabalho ainda não conseguem ser preenchidas por faltarem candidatos que tenham a inteligência emocional necessária para ocupar a posição.

Portanto, é fundamental entender que, no mundo cada vez mais tecnológico e conectado em que vivemos, o principal diferencial é ser humano.

Celso de Souza

Celso de Souza

Fundador da Semente Educação, médico psiquiatra formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor da Educação Básica há mais de 20 anos

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