O ensino híbrido e a tecnologia: como as novas gerações aprendem

Lars Janér
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O ensino híbrido
O ensino híbrido mistura métodos tradicionais com os mais modernos

Muito se fala sobre as diferentes formas como as pessoas aprendem e absorvem conhecimento – os diferentes estilos, ritmos e preferências. Como consequência, cada vez mais importante se torna a criação de estratégias para atender às demandas variadas, de diferentes
tipos de alunos.

Graças ao avanço da tecnologia as adaptações tornaram-se viáveis, permitindo uma evolução do antigo aprendizado em massa baseado em textos e aulas padronizadas.

O principal conceito aplicado atualmente é o do chamado “ensino híbrido”, que mistura métodos tradicionais com os mais modernos, baseados em tecnologia, para gerar variedade enquanto otimiza os esforços de todos os envolvidos. Os benefícios passam por melhor uso de recursos, maior acessibilidade para os que aprendem (de qualquer lugar, a qualquer momento) e maior autonomia.

Abaixo estão seis dos principais conceitos e ideias da educação híbrida, liderada hoje por uma nova geração de criadores e consumidores de conteúdo que está reinventando tudo que se sabia sobre ensino e aprendizagem. São eles:

Aprendizagem síncrona: quando um grupo participa da aprendizagem de forma simultânea,como em um ambiente de sala de aula ou um webinar ao vivo. Ou seja, o estilo mais familiar para todos aqueles com mais de 20 anos de idade… A principal diferença está no fato de que
hoje a aprendizagem síncrona pode acontecer através de webinars interativos, videoconferências, palestras transmitidas ao vivo com chat. Ainda é uma forma efetiva de entregar informação relevante, de forma rápida, para muitos alunos ou funcionários, simultaneamente.

M-learning: ou “aprendizagem móvel”, que como o nome já diz, acontece em um dispositivo móvel. É a tendência predominante, e a que mais cresce – principalmente com a popularização das plataformas de aprendizagem (LMS) na nuvem que podem ser usadas sem frustração em
smartphones, tablets ou laptops. Com a proliferação dos dispositivos e a possibilidade de serem utilizados em ambientes de ensino e profissionais, o crescimento deve continuar.

Micro-aprendizagem: o foco e a atenção dos que aprendem vem diminuindo cada vez mais, e torna-se um desafio manter alunos e funcionários engajados e participativos. A micro-aprendizagem usa o conceito de “pílulas” de informação, na forma de vídeos curtos ou diagramas seguidos por questionários para fixar os conceitos de forma mais consistente.

Aprendizagem social: Não, não é que você “aprende” nos posts de notícias do Facebook – mas sim através de discussões, conversas, interações entre aqueles que estão aprendendo determinado assunto. Pode acontecer através de discussões online, chats, fóruns ou em
sessões presenciais. Torna-se ainda mais relevante quando cada aluno recebe a tarefa de ensinar determinado tema a seus pares.

Aprendizagem interativa: A interatividade pode ganhar inúmeras formas, mas sua essência consiste em uma participação ativa, que pode ocorrer através de questionários, de feedback em tempo real, de interatividade e resposta no próprio conteúdo. Por exemplo: pode-se
aprender novos conceitos em um vídeo que é interrompido por perguntas que então permitem continuar ou direcionam quem assiste para novos conteúdos em função de suas respostas.

Aprendizagem just-in-time: cada vez mais comum no ambiente profissional. Trata-se da possibilidade aprender aquilo que se necessita aprender, no momento e no local exato em que o conhecimento se torna necessário. Antes de uma reunião com um cliente, na véspera de uma apresentação, a caminho de uma negociação. É viável hoje em dia com a criação de bibliotecas dentro de uma plataforma LMS, onde estarão todas as informações e conteúdos disponíveis.

Dessa forma as novas gerações têm ao seu alcance a possibilidade inédita de aprender através de diferentes meios, em diferentes momentos e, cada vez mais, em seu próprio ritmo.

A mescla do tradicional com o inovador abre novas oportunidades para o futuro do ensino e ajuda
cada vez mais a consolidar aquele que deve ser o principal objetivo dos educadores: desenvolver o gosto e o prazer de aprender, que deve então se perpetuar por toda a vida do aluno.

Lars Janér

Lars Janér

Lars Janér é Diretor para América Latina da Instructure (NYSE:INST), empresa americana desenvolvedora de software para ensino acadêmico e treinamento corporativo. Sua principal plataforma, Canvas, é utilizada por mais de três mil instituições de ensino no mundo, incluindo Harvard, Stanford, Wharton, Yale e Berkeley . Lançado mais recentemente, o software de treinamento corporativo Bridge foi escolhido por empresas como Tesla, Microsoft e Slack. Antes de assumir a posição atual, Lars foi responsável pela operação no Brasil da Kaltura, plataforma de vídeo online líder nos mercados de educação e corporativo. Cursou graduação e mestrado em Administração de Empresas na PUC-Rio.

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