Sai o giz e entram os aplicativos

Marcio Gonçalves
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Um professor que esqueceu o giz ou está sem tinta na caneta do quadro branco também perdeu a voz. O que ele faz agora? Entrega uma folha com exercícios e solicita que a turma trabalhe em grupo? Liga para a direção e diz que não poderá dar aula? Ou lança mão de aplicativos para promover a melhor aula do semestre?

Aplicativos, ou apps, são o novo giz do professor que faz da tecnologia sua melhor aliada. A definição do conceito de aplicativo retoma o programa de computador concebido para processar dados eletronicamente, facilitando e reduzindo o tempo de execução de uma tarefa pelo usuário. É por isso que sai o giz e entram os aplicativos.

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O Medium, por exemplo, é uma plataforma de produção de conteúdo. Possui aplicativo que roda nos celulares com sistema Android e iOs. Nele o professor pode promover uma experiência de redação sem igual com os estudantes. No lugar de um blog como já conhecemos aqueles feitos no blogspot ou no wordpress, a escrita no Medium não possui tantas barreiras para inserir conteúdo nele.

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Uma das atividades que o professor pode estimular na turma envolve conceitos como narrativa transmídia e multimídia. Além disso, é a chance de permitir que o autor dos artigos publicados lá torne-se uma autoridade nos temas em que resolver abordar.

Diversos apps podem substituir o tradicional giz

O Wattpad também é um ótimo recurso para o professor de português ou de redação. É uma rede social literária canadense que estimula a produção coletiva de narrativas de diversos gêneros. No Brasil, com versão em português, vários autores já tiveram suas obras escritas no Wattpad produzidas de forma impressa por algumas das mais importantes editoras.

Se antes o professor, com o giz, é que detinha o poder da escrita durante a aula, agora é o estudante que, com a ponta dos dedos, pode tocar na tela e escrever histórias a serem compartilhadas com leitores além da sala de aula. Comece pela leitura de Horror na Colina de Darrington.

Saindo da produção escrita, há aplicativos que auxiliam na edição de vídeos e de fotos. Dois deles são bastante intuitivos na hora de manuseá-los: o VideoShow roda no Android e no iOs; o iMovie apenas no iOs. O professor pode utilizá-los em sala de aula para despertar o interesse dos futuros roteiristas, fotógrafos e cineastas. Que tal registrar os melhores momentos da aula e pedir que os próprios estudantes façam um filme do processo de ensino? Os pais podem ficar orgulhosos dos filhos.

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A lista de aplicativos que pode substituir o giz é infinita. Para começar a entender o funcionamento deles, basta se motivar e baixá-los para o celular. Com esta dinâmica, professores e estudantes aprendem juntos e a aula ainda ganha uma dinâmica moderna, atualizada e os estudantes vão adorar viver a experiência de tornarem-se autores e conteudistas da própria dinâmica de aprendizagem.

Marcio Gonçalves

Marcio Gonçalves

Doutor em Ciência da Informação, professor universitário e autor do projeto “Aula Sem Paredes”

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