A tecnologia para o engajamento do aluno

Eduardo Mufarej
WhatsAppFacebookShare

artigo Mufarej InoveducA educação pode ser definida como o processo de socialização dos indivíduos, principalmente dos jovens. O processo por meio do qual aquilo que fazemos a cada instante passa a ter sentido. Falar em socialização hoje sem levar em conta a tecnologia digital, um dos pilares mais sólidos da interação e da comunicação sociais, é um erro brutal de avaliação. E nunca antes, a expressão “cada instante” pôde ser traduzida de maneira tão literal.

Atualmente, a experiência analógica das mais de 12 mil obras do catálogo das diversas empresas que compõem a SOMOS Educação influencia diretamente o aprendizado de mais de 30 milhões de alunos. E é sobre essa guia que o digital deve alinhar seus passos. Todos os nossos alunos têm acesso a um conteúdo digital exclusivo, de modo a ter acesso não apenas ao que já leu no material impresso, mas também a uma complementação pedagógica mensurada e pensada para auxiliá-lo na sua experiência.

Mas isso não é tudo. A educação na era digital não pode se calcar apenas na transmissão de conhecimento por meio de uma mídia diferente. Se assim for, será um irrelevante item de perfumaria. Interagir com o aluno que acessa o conteúdo digital, criar engajamento e colher dados nesse processo é fundamental. As mídias digitais têm quatro características indissociáveis: a interatividade; a capilaridade; a velocidade e a capacidade de gerar dados. Instrumentalizar os professores com informações periódicas de aprendizagem, tais como dúvidas contextualizadas dos alunos e desempenho comparativo de atividades tem sido nossa obsessão.

Não orientar a educação por dados é como praticar ortopedia sem radiografias para diagnosticar possíveis fraturas. A tecnofobia na educação deve ser dissipada com resultados práticos, que serão fruto de um novo tipo de engajamento digital com os alunos. Para que isso ocorra, existem alguns pontos fundamentais do ponto de vista da experiência do usuário que devem ser levados seriamente em consideração: (i) oferecer opções e customização; (ii) entender as áreas de interesse de cada aluno; e (iii) permitir que a tecnologia ajude a ajustar os tempos de aprendizagem e aptidões de cada indivíduo.

Discute-se muito a educação em tempo integral como forma de assegurar um ensino de maior qualidade. Sem julgar aqui o mérito da educação presencial, o fato é que a educação integral já existe e está no bolso dessa geração atual de estudantes, por meio de smartphones. Zelar para que essa integralidade seja relevante e esteja na trilha certa é a meta a ser batida pelos educadores que desejarem seguir relevantes de agora para o futuro.

Eduardo Mufarej

Eduardo Mufarej

CEO da Somos Educação S.A., sócio da Tarpon e conselheiro da Confederação Brasileira de Rugby.

Ver todas as postagens publicadas por Eduardo Mufarej