Uma nova educação para uma nova sociedade

Equipe Projeto Âncora
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palestrante-BETT-EDUCAR-InoveducAcreditamos que cada ser humano é único, a experiência de escolarização e o trajeto de desenvolvimento de cada educando são também únicos.

A unicidade do educando como ser em permanente desenvolvimento devem ser reconhecidas com base nos valores do projeto pedagógico e nas necessidades específicas de cada um, pois suas características singulares implicam formas próprias de apreensão da realidade.

Neste sentido, todo educando tem necessidades educativas especiais, manifestando-se em formas de aprendizagem sociais e cognitivas diversas.

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Prestar atenção ao educando tal qual ele é; reconhecê-lo no que o torna único, recebendo-o na sua complexidade; tentar descobrir e valorizar a sua cultura; ajudá-lo a descobrir-se e a ser ele próprio em equilibrada interação com os outros; todas essas são atitudes fundadoras do ato educativo e as únicas verdadeiramente indutoras da necessidade e do desejo de aprendizagem.

Singularidades do percurso educativo

Na sua dupla dimensão individual e social, o percurso educativo de cada educando supõe um conhecimento cada vez mais aprofundado de si próprio e o relacionamento solidário com os outros. A singularidade do percurso educativo supõe a apropriação individual (subjetiva) do currículo, tutelada e avaliada pelos educadores, próprios educandos e famílias.

As aprendizagens significativas devem ser valorizadas numa perspectiva interdisciplinar e holística do conhecimento, estimulando permanentemente a percepção, a caracterização e a solução de problemas, de modo que o educando trabalhe conceitos de forma consistente e continuada, reelaborando-os em estruturas cognitivas cada vez mais complexas.

O envolvimento dos educandos em diferentes contextos socioeducativos e a complementaridade entre situações formais e informais favorecem a identificação de realidades que frequentemente escapam às práticas tradicionais de escolarização e ensino.

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Além do prestígio do percurso individualizado, é preciso, quando pensamos educação no sentido integral, considerar a possibilidade da reorganização das cidades do ponto de vista da educação, visando à formação de “territórios educativos” a partir do uso de espaços extraescolares.

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Isso significa que praças, igrejas, centros culturais, dentre outros espaços da cidade, nessa perspectiva, podem ser considerados território educativo.

‘Aprender a ser e fazer diferente’

Entretanto, já é senso comum que os muros que cercam a escola não são apenas barreiras físicas, mas, sobretudo, a expressão de incapacidade, por conta do modelo educativo, de criar uma relação educacional com seu território.

 

Assim sendo, pensar em “território educativo” é pensar em uma ação educativa intimamente relacionada ao contexto social no qual ela se insere.

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É evidente que a educação é transversal a todos esses temas estratégicos e, por isso, assume um papel relevante. Mas como pensar uma cidade sustentável e uma gestão pública moderna e compatível com os desafios de transformação necessária a uma nova forma de relação do cidadão com o seu habitat? Como compatibilizar a necessidade de mudança com aprender a ser e fazer diferente?

A resposta é uma só: uma nova educação para uma nova sociedade.

 

O artigo foi escrito coletivamente. A coordenadora pedagógica Projeto Âncora, Edilene Morikawa estará na Bett Educar com a palestra “Práticas escolares que promovem a personalização da educação”
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Associação Civil de Desenvolvimento Social, de fins não-econômicos, com o desafio de melhorar a realidade de crianças e adolescentes de baixa renda de Cotia (SP).

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