Bett London 2019 dá ênfase às edtechs e receita deve ser seguida no Brasil

Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

Foi encerrada no domingo, 26 de janeiro, a 35ª edição da Bett Show, em Londres. Realizado pela Ascential, o evento, mix de congresso e feira de tecnologia educacional, é tanto o termômetro quanto o norte da Bett Brasil Educar.

. Conselho Consultivo delibera temas do Congresso Bett Educar 2019
. Em novo local, Bett Educar 2019 tem datas definidas

A versão brasileira — a maior da América Latina — está marcada para os dias 14 a 17 de maio, em São Paulo. Aperte o play do vídeo abaixo e entenda por que você não deve perder a chance de participar.

Conselho Consultivo – Lúcia Dellagnelo

Lúcia Dellagnelo, faz parte do Conselho Consultivo e fala um pouco sobre como a inovação e a tecnologia podem contribuir para melhorar a educação brasileira. Assista ao vídeo.

Posted by Bett Brasil Educar on Friday, December 14, 2018

As inscrições para o congresso e o credenciamento para vistação gratuita à feira já estão abertas. É só acessar um dos links e preencher o cadastro correspondente.

Edtechs tiveram maior visibilidade na Bett Show 2019

Jack Schofield, blogueiro freelancer especialista em tecnologia que assina uma coluna semanal no The Guardian, e Mary Jo Foley, jornalista que cobre o setor há 30 anos, escreveram sobre suas impressões da Bett Show 2019.

Embora somasse mais de 700 estandes, de acordo com Mary Jo, a Bett Show 2019 não reuniu muitos dos grandes fabricantes de hardware neste ano. Os principais estiveram presentes: Dell, Lenovo e Acer.

As três empresas são credenciadas para o Windows 10 voltado para o mercado educacional. Também são compatíveis com a nova Microsoft Classroom Pen otimizada para o Microsoft Surface Go, lançada durante o evento.

bett-2019-delorean-edtechs-inoveduc

No estande ClassVR estava um DeLorean. Uma Bett-to-the-future (Foto: Jack Schofield)

“A ênfase mudou de dispositivos de computação para telas gigantes, quadros brancos, projetores, headsets de realidade virtual — onde a startup de Los Angeles, EngageVR, se destacou — e muitos pequenos robôs”, escreveu a especialista.

O colunista do The Guardian também destacou que muitos desses robôs eram para ensinar crianças a codificar, entre outras coisas. O Wonder Workshop, uma empresa californiana, foi o ponto que mais chamou a atenção de Schofield.

No estande da empresa, robôs compatíveis com Lego para crianças programarem a partir de dispositivos iOS, Android ou Amazon Fire usando o Blockly.

Secretário de educação britânico promete investimentos em edtech

O secretário de Educação britânico, Damian Hinds, abriu a Bett Show no dia 23. Em seu discurso, Hinds orientou os professores a gastar menos tempo com e-mail e adotar mais tecnologias de inteligência artificial.

Dirigindo-se a mais de 800 delegados, o secretário de Educação disse aos professores e aos líderes das escolas para fazer uso mais inteligente da tecnologia. Tanto dentro como fora da sala de aula. O objetivo, de acordo com Hinds, é reduzir carga de trabalho.

Hinds também anunciou planos para lançar uma estratégia de edtech no fim deste ano. A ação será apoiada por um fundo de 10 milhões de libras para “usos inovadores da tecnologia” em escolas e faculdades em toda a Inglaterra.

O Departamento de Educação do Reino Unido usou como exemplo uma escola secundária em Dorset e o Bolton College.

Dois exemplos de bom uso da tecnologia no Reino Unido

A escola secundária de St. Edward, em Dorset, desenvolveu uma nova política de comunicação. Seu diretor-chefe percebeu que a equipe gastava muito tempo com e-mails — que foram banidos para uma lista de distribuição e substituídos por um boletim semanal reunindo as informações, antes dispersas.

Damien Hinds também citou o Bolton College. Lá, o uso de inteligência artificial ajuda a reduzir as horas que os professores gastam em tarefas administrativas.

O IBM Watson criou uma inteligência artificial chamada ‘Ada’ para a instituição. A funcionária virtual ajuda a fornecer aprendizado e avaliação personalizados para 14 mil alunos e consultas sobre participação ou conteúdo do currículo.

“Isso poupou ao pessoal da Bolton horas e horas que eles gastariam em administração na faculdade ou em seu próprio tempo livre. Isso mostrando uma tecnologia mais transformadora e capacitadora”, disse Hinds.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
[email protected]