BNCC do Ensino Médio também prevê implementação de tecnologias

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Juliana Favorito
Escrito por Juliana Favorito

A Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC) vem sendo discutida pelos membros da Comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) desde meados de 2015. Assim como a BNCC da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, será uma referência para a elaboração de currículos escolares mais modernos para o segmento.

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De acordo com Eduardo Deschamps, atual o presidente do CNE — órgão responsável pelas alterações e consolidação da BNCC —, o documento visa à melhoria da qualidade da educação brasileira. Deschamps, que também está à frente da comissão da BNCC, frisou que é necessário pensar na base como um todo. Incluindo educação infantil, ensino fundamental e médio.

Ajustes no currículo do ensino médio deverão ocorrer de acordo com a opinião da sociedade

Deschamps explicou que os ajustes do currículo do ensino médio deverão ocorrer conforme escutarem a opinião da sociedade. É nessa fase que se encontra a elaboração do documento da BNCC do ensino médio.

Em paralelo, a comissão realiza a análise do documento. Somente após estudarem todos os comentários será feito o encaminhamento para o Ministério da Educação (MEC).

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O diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação, Olavo Nogueira Filho, explicou que a lei da reforma do ensino médio prevê que 60% do currículo sejam comum a todos os alunos. Somente 40% devem seguir o itinerário formativo.

O especialista acrescentou que a lei precisa estar presente no documento da BNCC para ser colocada em prática.

Aperte o play para conferir como será a divisão do itinerário formativo.

Essa mudança na quantidade de disciplinas obrigatórias a serem cursadas pelos estudantes do ensino médio é uma das discussões da BNCC. Isso porque muitos professores discordam que algumas matérias — como Sociologia e Filosofia — saiam do currículo, e somente sejam oferecidas caso o aluno as escolha.

Para Claúdia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV/EBAPE,  esse raciocínio faz com que as escolas não ensinem os alunos a desenvolver um pensamento crítico.

“Se você estabelecer o itinerário formativo, alguns alunos terão mais aulas de Filosofia e Sociologia do que têm hoje. Enquanto isso, outros estudantes terão mais tempo de Física e Química, e assim por diante. É olhar para o jovem como sujeito da própria vida, que é capaz de escolher.”

Tecnologia deverá estar presente na BNCC do ensino médio

Os dois especialistas concordam que o uso da tecnologia pode estar presente no documento da BNCC do Ensino Médio. De acordo com o diretor de políticas educacionais do Todos pela Educação, é importante a introdução da tecnologia e das ferramentas tecnológicas no dia a dia escolar.

“Cabe tanto aos currículos quanto às práticas pedagógicas trazer a tecnologia com mais ênfase para as salas de aula. O professor precisa fazer com que a tecnologia chegue para os alunos por meio da própria prática tecnológica.”

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Claudia Costin acrescentou que é necessário a tecnologia estar mais presente nas salas de aulas. A diretora afirmou que a BNCC do Ensino Médio demandará um investimento importante na formação dos professores.

Juliana Favorito

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