Bozano apresenta cenário dos investimentos na área de educação

Igor Regis
Escrito por Igor Regis

BETT-EDUCAR-SELOQual o cenário para investimento em educação no Brasil? Qual o perfil de startup que recebe investimentos na área de educação? É rentável? Essas foram às questões respondidas noa painel de Alexandre Leão, da Bozano investimentos, destaque da Bett Startups, espaço da Bett Educar destinado promover e dar visibilidade a jovens empresas e empreendedores do segmento de educação.

Criada por meio da união de três gestores de recursos — a BR Investimentos, a Mercatto e a Trapezus. A Bozano acumula investimentos no segmento desde 2008, entre eles o BR Educacional, primeiro fundo de aplicações dedicado a tecnologias educacionais no Brasil, que captou um total de R$420 milhões, destinados à Abril Educação, Anima e Affero Lab.

O pioneirismo rendeu aos investidores uma valorização de mais 150%, transformando os 420 milhões investidos em R$1,1 bilhão.

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Além destes, a Bozano conta com outros dois fundos. O Bozano Educacional II, que captou R$800 milhões para as empresas Medcel e Onre, e Education Ventures, que captou R$65 milhões para seis empresas do setor de tecnologias educacionais (QMagico, Passei Direto, Prepona, Wide e Caelum).

Neste último fundo o destaque fica pelos múltiplos segmentos observados para escolher as edtechs, como ensino adaptativo, avaliação, aprendizado online, tutoria online, gamificação, conexões sociais e novas mídias.

“Algumas tecnologias, independentement do que aconteça, estarão presentes do futuro da educação. Então fazemos um trabalho de investir em cada uma dessas áreas que se apresentam como possibilidades”, explica Alexandre Leão.

Empresas do primeiro fundo hoje somam valor de mercado de R$1,1 bilhão

O cenário da educação no Brasil

Leão salientou que o momento de discussão nas bases educacionais traz consigo um leque de oportunidades para se investir dentro do segmento. “Com essas mudanças do ensino básico vai surgir muito espaço para ideias novas e para o crescimento de alguns projetos. Nós, por exemplo, estamos apostando em algumas aquisições, via Caelum, focadas no ensino de programação e de educação financeira. Acredito que este é um dos caminhos”, explica.

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O investidor destaca que o perfil buscado por investidores não é somente o de empresas que já sejam lucrativas. Mas aquelas com um projeto consolidado e com potencial para monetizar o seu negócio.

“A edtech não precisa ser necessariamente rentável para conseguir investidores. É necessário provar que é uma boa ideia e que tem capacidade de ganhar dinheiro. Cito como exemplo o Descomplica, que ganha dinheiro, mas ainda não é uma empresa rentável. É necessário apresentar um modelo que funcione”, completa o representante da Bozano.

Alexandre Leão falou sobre os investimentos da Bozano

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