‘Brasil precisa investir em áreas STEAM’, afirma especialista

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Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

O futuro do trabalho será pauta de discussão durante o terceiro Spin Summit Brazil, evento de inovação e tecnologia organizado pela Harpia Investimentos. O Spin Summit Brazil 2018 acontece nos dias 28 e 29 de novembro, em São Paulo.

Além das palestras sobre empreendedorismo e negócios, o evento contará com a participação de especialistas em educação. Entre eles, a presidente do MIT Alumni (Associação de ex-alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts), Maria Alice Frontini. A especialista alerta para o modo como as crianças estão aprendendo hoje e como isso influenciará seus futuros.

O mundo está cada vez mais complexo e os alunos precisam desenvolver a capacidade de resolver os problemas, analisar dados, pensar criticamente e, assim, evoluir”, ponderou a presidente.

Maria Alice citou duas tendências educacionais que podem ajudar nesse processo. A primeira delas é a metodologia STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) ou STEAM (inclui artes). Segundo a presidente do MIT Alumni uma das principais vantagens desse método é proporcionar a entrega de uma aprendizagem mais engajada e “mão na massa”.

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Maria Alice disse, ainda, que é preciso desmistificar o paradigma de que a metodologia STEM está relacionada apenas às ciências exatas. “Ciência não é só ter uma abordagem pró engenharia, matemática e tecnologia. Análises de dados, por exemplo, também faz parte de um método científico. Por isso que as vezes usamos STEAM, porque ele coloca a arte no meio e com a arte você amplia muito mais a criatividade e o conhecimento.”

Lifelong Kindergarten Learning é tendência promissora junto com STEAM

A especialista chamou a atenção para o aumento da procura por especialização não só em STEM. Diversos cursos abordam novas tecnologias, como: robótica, inteligência artificial e machine learning. Com um diploma em STEM, por exemplo, é possível trabalhar com animação, arquitetura, design, tecnologia, entre outras áreas.

Outro conceito para qual os profissionais do setor educacional devem atentar é o Lifelong Kindergarten Learning. Em livre tradução o termo significa jardim de infância ao longo da vida. Maria Alice explicou que o objetivo é resgatar características que as crianças têm nessa fase e que estimulam o aprendizado.

Muito do nosso aprendizado vem do engajamento e curiosidade que temos quando estamos no jardim de infância. Precisamos de mais atividades interdisciplinares e complexas, que estimulem a tentativa e o erro, como naquela época”, defendeu Maria Alice, que também é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP.

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Dennis Szyller, diretor da Matific Brazil, Luciano Coutinho, um dos fundadores do Instituto de Economia da Unicamp, e Boaz Golany, professor e vice-presidente do Israel Institute of Technology (Israel), são outros palestrantes do evento. Todos se apresentarão no dia 29 para falar sobre inovação, educação e cultura empreendedora.

Letícia Santos

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