Brasil entra de vez no radar chinês para investimentos em edtechs

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Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

Há mais de uma década, o capital chinês desembarca em terras brasileiras. Desde então, já foram investidos aqui mais de R$ 123,9 bilhões nos mais diversos setores, segundo o Ministério do Planejamento. Uma das mais recentes — e grandiosas — aquisições chinesas no país foi a da plataforma de transporte 99, feita pela Didi Chuxing, avaliada em R$ 1 bilhão.

Outro exemplo é o da Fosun, gigante com participações no Cirque du Soleil e na rede hoteleira Club Med que investiu recentemente mais de R$ 700 milhões em ativos da Rio Bravo Investimentos e Guide Investimentos.

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Um dos mercados em expansão no Brasil é o de educação ligada a tecnologia. As edtechs chamam atenção de diversas instituições que precisam ensinar os nativos digitais. A única empresa chinesa dentro do mercado nacional até então, é a Microduino.

Microduono vê grande potencial no mercado de edtechs no Brasil

Fundada em 2013 por um grupo de entusiastas por tecnologia, a Microduino traz para o Brasil desde o ano passado, o propósito de ajudar as escolas no país a implementar a mão na massa no dia a dia em sala. No DNA da empresa estão a criação de projetos de eletrônica e a robótica.

Para Bin Feng, cofundador da Microduino que esteve na última edição da Bett Educar, a empresa recebe uma demanda maior dos brasileiros. Na sua avaliação, há o desejo real de investir mais na metodologia STEAM/STEM.

A criação de todos os kits da Microduino — são quatro disponíveis, atualmente — prioriza justamente o ensino baseado em projetos. O objetivo é ajudar a formar pessoas com diversos conhecimentos, desenvolver valores juntamente com os conteúdos abordados e preparar alunos e cidadãos para os desafios do futuro.

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Em sete anos, a empresa já impactou oito milhões de jovens em todo o mundo. Atualmente, trabalha com aproximadamente 30 instituições no Brasil. Até o fim de 2019, estará presente em mais de 500. A meta é tornar o país seu terceiro mercado em cinco anos. O que representará de 15% a 20% do faturamento global.

Enxergamos um grande potencial no país. É um segmento ainda relativamente inexplorado. Muitas das empresas que trabalham com educação tecnológica não se atentaram à importância de adaptar suas soluções ao contexto brasileiro. Até porque isso requer um alto investimento. E o nosso atual cenário econômico não tem nos incentivado tanto nesse sentido”, pontuou Chien.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
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