CEO da Wharton Alumni Angels avalia mercado de edtechs como promissor

Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

Chegou ao Brasil um novo grupo de investidores-anjo que pretende contribuir com o cenário de empreendedorismo e inovação do país. Vinculado a uma comunidade global, o Wharton Alumni Angels atua em parceria com a Wharton Angels do Vale do Silício.

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“Nós investimos em negócios deles lá fora e eles também investem aqui. Há uma troca de experiência muito forte”, disse Guilherme Feire, CEO Wharton Alumni Angels.

Segundo Guilherme, os empreendedores brasileiros enfrentam hoje dois grandes desafios: a necessidade de levantar capital e a falta de know-how operacional. A ideia é que o grupo Wharton possa ajudá-los nesses dois aspectos.

Apesar do pouco tempo de atuação no país – o evento de lançamento foi realizado em março – o Wharton Alumni Angels já selecionou três empresas para receber financiamento. No dia 4 de junho, elas serão apresentadas a todos os 35 investidores que fazem parte do grupo.

Expectativa de forte crescimento no segmento de edtechs

A edtech TutorMundi foi uma das selecionadas. A startup apresenta uma solução onde o aluno pode tirar fotos das questões que está com dificuldade para resolver e em até três minutos um professor responde as dúvidas.

As outras duas startups atuam nos segmentos de economia compartilhada aplicada à moda e liberação de crédito para pessoas de baixa renda.

O CEO da Wharton Alumni Angels avaliou o mercado de edtechs brasileiro positivamente.

“Quando vemos empresas como o Veduca e o Descomplica usando tecnologia em educação na resolução dos problemas que o setor enfrenta aqui no Brasil, onde as salas de aula não mudaram quase nada, percebemos que esse setor está pronto para virar de ponta cabeça.”

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Guilherme Freire acredita que as edtechs devem seguir pelo mesmo caminho que as fintechs. “O setor de empreendedorismo no Brasil passa por algumas ondas. Há dois ou três anos tivemos a onda das fintechs e surgiram muitas empresas nesse setor. A maioria não deu certo, mas algumas deram e são as próximas apostas para se tornarem unicórnios”, disse.

O CEO apontou o Descomplica como um exemplo de empresa que apresenta um grande potencial de crescimento e mantém uma perspectiva futura otimista.

“Eu tenho a tese de que daqui a uns dois ou três anos vamos ver empresas de tecnologia no setor de educação sendo avaliadas em bilhões de reais, vamos ter unicórnios saindo deste setor. Acredito que nos próximos três anos, o setor de educação vai mudar mais do que mudou nos últimos 50.”

Letícia Santos

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