Como facilitar comunidades profissionais para aprendizagem

teacherpreneur-inoveduc

palestrante-BETT-EDUCAR-InoveducA colaboração com colegas faz com que as reuniões regulares tenham um enfoque específico na aprendizagem dos alunos. Ela desenvolve altos níveis de confiança entre os membros de um grupo de professores e permite conflitos produtivos em um ambiente seguro.

O trabalho do professor é, muitas vezes, solitário e privado. É muito comum que as escolas desenvolvam um senso de colegialidade, dando uma falsa sensação de colaboração.

A verdadeira colaboração requer mais do que cordialidade e gentileza entre o grupo docente. Requer foco no desenvolvimento e no desempenho, sendo capaz de falar com sinceridade e discordar construtivamente sobre a prática profissional.

Com a colaboração, os professores começam a identificar e ampliar as práticas pedagógicas que funcionam. Os membros de uma equipe colaborativa se tornam dispostos a repensar o que fazem em sala de aula com base no trabalho do grupo. Os professores se veem como interdependentes, compartilhando a propriedade do sucesso de todos os alunos.

. COLABORE pretende ocupar lacuna entre educação e indústria criativa

Hoje, sabemos que nossos alunos terão que ser fluentes tecnologicamente; pensadores críticos e bons solucionadores de problemas; dinâmicos e inovadores; bons comunicadores e colaborativos. Eles terão que conseguir trabalhar com pessoas de diferentes origens e com diferentes perspectivas.

Se os educadores são os indivíduos que ajudarão os alunos a desenvolver essas habilidades, convenhamos, eles precisam conseguir demonstrar isso em sua maneira de ensinar e no modo de pensar e falar sobre o seu trabalho.

‘Isolamento é inimigo do progresso’

Anne1-artigo-bett-aprendizagem-inoveduc

Foto: Divulgação

O trabalho de um aluno tem o potencial de revelar não só o seu domínio sobre os objetivos do currículo, mas também uma riqueza de informações sobre esse aluno: seus interesses intelectuais, suas capacidades e dificuldades.

Professores que se reúnem para analisar um trabalho, primeiro para determinar o que ele revela sobre o aluno e os assuntos que lhe interessam, e depois, para considerar como os assuntos e preocupações do aluno se relacionam com os objetivos do professor para esse aluno, desenvolvem novas perspectivas sobre ensino-aprendizagem em um contexto geral.

Como diz Michael Fullan, escolas devem criar ambientes nos quais as pessoas esperam ter suas ideias e métodos sujeitos à análise de seus colegas e nos quais os grupos esperam ter suas concepções mútuas de trabalho sujeitas à análise das pessoas. A privacidade da prática traz isolamento; isolamento é inimigo do progresso.

Coordenadores e professores podem mudar isso com alguns passos:

  • Implementado práticas para conhecerem uns aos outros de diferentes maneiras
  • Definindo acordos para que as reuniões sejam efetivas, honestas e reflexivas
  • Usando protocolos para otimizar o tempo e promover a colaboração
  • Gerenciando as reuniões não deixando que algumas vozes dominem e outras se calem, adotando uma regra que diz que todos falam uma vez antes que qualquer um fale pela segunda

Especialmente quando os professores chegam a um ponto em que não conseguem mais avançar sozinhos com facilidade, essas reuniões colaborativas são muito necessárias.

No dia 8 de maio, Anne Taffin liderará a sessão “Como Liderar e Facilitar Comunidades Profissionais para Aprendizagem”, na Bett Educar 2018

Anne Taffin d'Heursel Baldisseri

Anne Taffin d'Heursel Baldisseri

Bacharel em Biologia com mestrado e doutorado em Zoologia pela Unesp. Pós-Graduada em Gestão Educacional e diplomada em Desenvolvimento na Primeira Infância. Diretora da Educação Infantil e Ensino Fundamental I na Avenues: The World School. Integra um grupo de pesquisa sobre bilinguismo, leitura e motivação. Ministra cursos e oficinas de formação continuada, no Brasil e no exterior, sobre instrução diferenciada e avaliação formativa, bem como sobre como construir uma cultura sustentável de alta performance com pais e professores. Ex-diretora da Educação Infantil na Escola Britânica de São Paulo (St. Paul's School).