EAD de Engenharia conta com laboratórios em realidade virtual

Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

Desde 2017, o Centro Universitário Internacional Uninter distribui kits de materiais práticos a todos os estudantes de engenharia a distância. Para otimizar o acesso desses estudantes a experimentos práticos, o professor Frank Alcantara, coordenador do curso de Engenharia da Computação, teve uma ideia: desenvolver laboratórios em realidade virtual.

Os ambientes virtuais têm estreia prevista para o segundo semestre de 2019. Serão implantados nas três engenharias de ensino a distância (EAD) — Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção e Engenharia da Computação. Inicialmente, serão disponibilizados experimentos de Física.

. Uninter recebe prêmio pelo uso eficaz de metodologias ativas
. Uninter lança Flex, modelo de educação 4.0 que privilegia personalização

Os experimentos são de alto nível de complexidade, que não podem ser feitos nas casas dos alunos ou nos polos de apoio presencial. Mas poderão ser realizados como se os estudantes estivessem presentes no laboratório. Para isso, foi desenvolvido um sistema de realidade virtual.

A tecnologia foi incorporada posteriormente em páginas web. Os alunos poderão acessar o ambiente com apenas um smartphone e um óculos Cardboard, que pode ser adquirido a partir de R$ 16.

Optamos pela tecnologia mais acessível financeiramente. Isso garante o máximo de abrangência entre os nossos alunos. Mas também estamos testando outros óculos, como o Rift e o Microsoft Hololens”, professor Frank Alcantara.

Realidade virtual em sala de aula. Mesmo na EAD

Em Curitiba, alguns estudantes já desenvolvem realidade virtual e aumentada.  Marcelo Barbosa, estudante de Engenharia da Computação, em 2018 reproduziu o experimento Everybody Dance Now, da Universidade de Califórnia em Berkeley.

O projeto simula um jogo de “Siga o Mestre” ao captar os movimentos de uma pessoa e transferi-los para outra.

.Uninter é prioneira em plataforma própria de armazenamento em nuvem.

Marcelo explicou que o projeto partiu da escolha de uma interface de aprendizado de máquina de ponta, a Jetson da Nvidia. Depois houve um período de adaptação até conquistar a captura de movimentos por meio da câmera inserida no dispositivo.

A Uninter é uma das pioneiras do Brasil a permitir que os estudantes trabalhem com esse tipo de tecnologia em sala de aula.

É uma área que está em evidência no mercado graças ao grande volume de dispositivos lançados a cada ano. Conhecer ainda mais sobre isso no meio acadêmico é uma excelente oportunidade”, disse o aluno.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
[email protected]