Educação desconstruída será capaz de formar profissionais do futuro

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Sérgio Freire
Escrito por Sérgio Freire

O maior risco que corremos atualmente é o de perder a oportunidade de formar de maneira ampla e completa os profissionais que, em poucos anos, estarão inseridos nas mais diversas atividades, pois os processos de seleção estão cada vez menos focados na formação técnica e cada vez mais no conjunto de habilidades que o candidato consegue desenvolver e aplicar dentro de uma organização.

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Mesmo com as recentes reformas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o sistema dos principais vestibulares do país e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) permanece com o mesmo escopo, exigindo dos participantes conhecimento amplo e profundo nas matérias tradicionais e horas e mais horas de estudo.

Ou seja, modelo atual continua sendo uma barreira para que as escolas deem espaço para matérias não tradicionais, como a robótica e STEM — sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática —, vem vez de garantir apenas a entrada dos alunos nas universidades.

A boa notícia é que algumas prefeituras, como a de São Paulo, já se deram conta de que a educação está mudando e incluiu para este ano no currículo dos alunos desde o 1° ano do ensino fundamental das EMEFs as disciplinas de robótica e aulas de habilidade socioemocionais nos chamados Laboratórios de Educação Digital.

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Segundo dados do último Fórum Econômico Mundial, até 2020, mais de um terço dos principais conjuntos de habilidades necessários para a maioria dos empregos incluirão aquelas que não são consideradas cruciais hoje.

É preciso desenvolver também a meta-habilidade

Em muito menos tempo do que imaginamos, precisaremos de profissionais capazes de identificar e compreender problemas, de questioná-los, e de pensar em diferentes cenários e nas respostas possíveis. E o maior diferencial será daquele profissional que conseguir desenvolver tudo isso com rapidez e resiliência, compreendendo que a mecânica de tentativa e erro fazem parte do processo.

Outro dado interessante aponta que 65% das crianças que entram na escola hoje acabarão trabalhando em empregos que ainda não existem. Mais um indicativo de que elas devem ser educadas de maneira diferente.

O relatório ainda ressalta que tendências tecnológicas, como a Quarta Revolução Industrial, criarão diversos papéis novos e multifuncionais para os quais os funcionários precisarão de habilidades técnicas, sociais e analíticas.

A chave para moldar estudantes prontos para encarar o novo mercado de trabalho é ensinar aos alunos desde cedo a viver — e aprender — nas interseções. A habilidade mais importante é uma meta-habilidade: a capacidade de se adaptar às mudanças. Aqueles que se adaptarem melhor e mais rápido sairão na frente.

Sérgio Freire

Sérgio Freire

Formado em Administração de Empresas pela ESPM e pós-graduado em Marketing pela FGV, Head comercial da divisão LEGO® Education na MCassab