Empreendedorismo potencializa conceitos das metodologias ativas

Juliana Favorito
Escrito por Juliana Favorito

BETT-EDUCAR-SELO“O ensino do empreendedorismo é fundamental não só para os jovens que querem abrir o seu negócio, mas também para aqueles que pretendem trabalhar em uma empresa.” Para Bety Tichauer, CEO da Junior Achievement (JA), é de suma importância ensinar aos jovens como empreender.

Existem cursos de empreendedorismo para quem deseja entrar preparado no mercado. Porém, esse conhecimento também é um complemento importante no currículo das escolas. Principalmente porque os intraempreendedores têm uma grande importância por levar inovação para as empresas.

Bety acrescentou que o ensino do empreendedorismo é fundamental porque materializa um pouco de tudo o que o estudante aprende na escola. “Vamos supor que o aluno esteja aprendendo Matemática e Português. Ele acaba materializando um pouco disso no que vai acontecer na vida real.”

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Mácia Padilha, fundadora do Criamundi — programa de formação docente e assessoria a escolas sobre inovação educativa — ressaltou que o ensino de empreendedorismo pode ocorrer de duas formas. Uma delas é ensinar sobre os conceitos e aplicações do empreendedorismo.

“Estamos em um momento social em que o fim do emprego formal e a possibilidade ou necessidade de empreender é uma tendência socioeconômica. Então é importante que os alunos tenham essa visão do que é empreender no sentido mais tradicional da palavra”, disse Márcia Padilha.

Além disso, a especialista destacou que é possível incorporar princípios do empreendedorismo no processo de aprendizagem dos alunos. “Esse é um paralelo que fazemos entre as atitudes identificadas nos empreendedores e que são transpostas para os estudantes”, explicou.

Atitudes empreendedoras colaboram para a melhora do processo de aprendizagem

Márcia Padilha é uma das palestrantes da Bett Educar, que acontece em maio, em São Paulo. A especialista listou algumas dessas características que contribuem para que os alunos tenham mais autonomia sobre suas formas de aprender. No evento, a fundadora do Criamundi falará sobre “Empreendedorismo e inovação”, no dia 11, às 9 horas.

Empreendedorismo presente nas diretrizes da BNCC

As diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) têm sua importância em relação ao empreendedorismo. Para Bety, empreender é um complemento, independentemente da base do ensino. A diretora da JA completou que o desejo da instituição é fazer com que esse setor se torne uma política pública por entender a relevância dentro da economia futura.

 

Márcia, por sua vez, enfatizou que o empreendedorismo no contexto escolar funciona como uma proposta de ensino que pode ser aplicada a diferentes conteúdos. “O empreendedorismo pode funcionar como uma trilha de aprendizagem para as escolas disponibilizarem como conteúdo”, defendeu a fundadora do Criamundi.

Metodologias ativas baseadas no ‘aprender fazendo’

As especialistas concordam que a melhor maneira de incorporar uma atitude empreendedora à rotina da sala de aula é por meio de atividades “mão na massa”.

A CEO da JA explicou que na instituição todo o conteúdo é baseado no ‘aprender-fazendo’. Na hora de escolher qual a melhor metodologia para ensinar o empreendedorismo, nenhuma aula deve ser apenas expositiva.

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“As aulas são baseadas na experiência. É com a mão na massa que o aluno passa a ter o conhecimento. Quando você faz, aprende e retém uma porcentagem muito maior da informação do que quando lê ou é exposto somente ao conteúdo”, explicou Bety.

Bety ainda acrescentou que esse tipo de metodologia usada na Junior Achievement tem um componente tático. Seja um jogo, uma atividade ou até o caso de abrir uma empresa. Além disso, uma das vantagens de os jovens aprenderem empreendedorismo é desenvolver o pensamento criativo. O que os ajuda a escolher uma profissão.

Já Márcia alertou que, para alcançar uma atitude empreendedora, as escolas precisam do apoio de outros membros da comunidade acadêmica.

 

Com colaboração de Letícia Santos

Juliana Favorito

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