Ensino em rede: uso das redes sociais e de novas formas de comunicação

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Sylvia Souza
Escrito por Sylvia Souza

Vivemos a Era das Notificações.

Novas curtidas, novos comentários, novas mensagens “apitando” nas telas de milhões de smartphones por causa do uso de aplicativos de redes sociais como Facebook e Instagram e de comunicação como o WhatsApp. Ou seja, em qualquer ambiente — na sala de aula, inclusive —, as pessoas estão de olhos vidrados no celular

Neste cenário, temos um grande desafio a enfrentar: a conquista de atenção em meio ao enorme compartilhamento de informações que vivemos nos dias de hoje. E o que podemos fazer diante disso?

Muito.

Por um lado, como no caso dos cursos de Ensino a Distância, precisamos desenvolver disciplinas com conteúdos cada vez mais atrativos, que possam ajudar a capturar a atenção. A aprendizagem mobile precisa ser regra e os elementos com os quais a maioria dos alunos está familiarizada (vídeos curtos, testes online e até memes) devem fazer parte do material didático.

Mas por outro lado, como diz o ditado, se não pode vencê-los, junte-se a eles. Isto é, se os alunos estão dando atenção para suas redes sociais e WhatsApp, por que não usar esses ambientes também como instrumentos de ensino?

E não falo aqui de estar nas redes sociais, por exemplo, e usá-las como canal de divulgação de instituição ou cursos. Isso é o mínimo que se deve fazer. Falo em ir além e tornar plataformas e ferramentas como as lives do Facebook, os Stories do Instagram e os grupos de WhatsApp integrantes da rotina de interação aluno-professor.

Os números estão a favor deste propósito.

Em uma pesquisa do Ibope Inteligência com internautas de todo o Brasil, 75% disse que as redes sociais — como Facebook e Instagram — são os segmentos de aplicativos que mais usam em seus smartphones. Muito a frente de outros aplicativos citados como bancos, entretenimento e notícias.

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Já em relação ao WhatsApp, de acordo com levantamento da Folha de S.Paulo, são 120 milhões de usuários ativos no Brasil – número maior que a última pesquisa sobre a penetração da internet no país, feita em 2016 e que apontou um total de 116 milhões de brasileiros conectados.

Percepção, conceitos e transformação de ideias e rotinas

Basicamente o que se deseja é estar no mesmo ambiente em que os alunos passam a maior parte do tempo. Mas não basta estar, é preciso ser parte deste ambiente. Isso significa conhecer e analisar as funcionalidades disponíveis, avaliar os aspectos técnicos e o que pode ser criado de forma integrada com os conteúdos das disciplinas e estudar qual a linguagem que melhor se adequa ao canal escolhido.

Outra medida é que o bom uso das redes sociais ou do WhatsApp no ensino precisa ter objetivos claros.

Uma live, como são chamadas as transmissões em vídeo ao vivo no Facebook, pode servir para qual propósito? Uma aula extra pode ser feita pela plataforma, reforçando conteúdos sugeridos pelos próprios alunos, por exemplo. A área de comentários pode ser usada como canal para envio de dúvidas. E como vantagem, o vídeo fica armazenado na página para acesso posterior à transmissão.

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Já em relação Instagram, ou mais especificamente o Instagram Stories, cabe registrar o crescimento desta rede social nos últimos anos. “Vou fazer um Stories” tornou-se um jargão entre muitos usuários de redes sociais e já há educadores usando sua funcionalidade para transmitir conteúdos especiais para qualquer usuário interessado.

Há casos em que o Stories serve de plataforma de prévia ou de preparação para um curso, por exemplo. É feito um vídeo ao vivo ou, o que é mais comum, uma sequência de vídeos ou de telas, tipo slide, a respeito de um determinado conteúdo tema de um curso presencial ou de EAD.

Mas pode-se usá-lo já como parte de uma disciplina para resumos de conteúdo, por exemplo. Os alunos conferem semanalmente o que de mais importante foi apresentado nas aulas.

Por isso, grupos no WhatsApp têm grande potencial para a interação alunos e professor. Estipulando regras claras de uso é possível usar o canal para o compartilhamento de dúvidas e conteúdos. E isso pode ser feito em via dupla.

Ou seja, o professor pode interagir com envio de conteúdos complementares sobre o tema das aulas e outros avisos sobre a disciplina, mas os alunos também pode fazer sua parte tornando o grupo um ambiente colaborativo. Há um ganho imenso para a aprendizagem neste caso porque cria-se uma cumplicidade que se torna um engajamento com todos mais interessados em contribuir pois são de fato parte do processo.

Tudo, em relação ao uso das redes sociais e WhatsApp no ensino, passa por uma mudança de percepção. É preciso rever conceitos e até passar por um processo de transformação de ideias e rotinas. O que não se pode é deixar de olhar também para onde os alunos estão com suas atenções voltadas: a tela do celular.

Sylvia Souza

Sylvia Souza

Gerente de Marketing da DTCOM | Educação e Comunicação