Especialista defende o uso das metodologias ativas em sala de aula

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Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

Os alunos mudaram e agora dependem de uma transformação nas escolas e nas metodologias para que possam ter acesso a todos os conteúdos e habilidades que precisam. Essa é uma das premissas defendidas pela educadora e consultora Andrea Ramal para a transformação da educação.

Para a educadora, existem dois pontos primordiais para a transformação do modelo de ensino vigente no Brasil:

  • Mudança de atitude dos professores

De acordo com Andrea, o professor precisa “desapegar” do papel de transmissor de conhecimento e assumir uma função de orientador.

  • Integração entre família e escola

Segundo Andrea, a inovação educacional depende do auxílio das famílias. A educadora enfatizou que a família deve assumir, também, o compromisso de oferecer um repertório cultural para que os alunos possam se desenvolver de uma maneira global.

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A infraestrutura das instituições é um outro fator que gera preocupação. “As escolas precisam de recursos. O ideal é os alunos terem acesso às chamadas ‘salas ambiente’. Nesses espaços, os estudantes podem se reunir em grupo, fazer dinâmicas e se posicionar de uma maneira mais confortável. Precisam também de mais laboratórios, não só de informática, mas de outras disciplinas, para favorecer as metodologias ativas e a experimentação”, enfatizou.

Cursos de formação ainda não adotam metodologias ativas

Os cursos de formação também devem passar por mudanças e começar a adotar o uso dessas metodologias. A consultora educacional ressaltou que os professores que se sentem desatualizados nesse sentido podem buscar referências em blogs de profissionais da área que compartilham suas experiências na internet.

Andrea deixou, também, a indicação de dois livros que são boas referências quando o assunto é inovação:

Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem

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No livro, os autores Jonathan Bergmann e Aaron Sams explicam o conceito desse método de ensino que se tornou um sucesso na educação básica e superior em instituições de ensino de diversos países. Além disso, os criadores do conceito falam como a sala de aula invertida pode ser utilizada na prática como uma ferramenta para transformar o ensino e melhorar o desempenho dos estudantes.

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Revolucionando a sala de aula: como Envolver o Estudante Aplicando as Técnicas de Metodologias Ativas de Aprendizagem 

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O livro é recomendado para profissionais de educação que encaram o desafio de realizar verdadeiras transformações nas instituições em que atuam, melhorando o engajamento dos alunos e tornando as aulas mais dinâmicas e motivadoras. Além disso, pode ser utilizado como bibliografia complementar em cursos de graduação e pós graduação.

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Para finalizar, Andrea Ramal ressaltou que o maior desafio para os professores será aliar seus conteúdos às competências determinadas pela base.

“Existem competências destacadas pela BNCC, como a construção de uma visão crítica e a capacidade de interagir com os outros aceitando a diversidade que não estão ligadas a uma matéria específica. É justamente por conta disso que o professor precisa repensar seu papel e estar atento a toda essa transformação global.”

Letícia Santos

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