Formação de professores: como formar um educador para o século 21?

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Adriana Martinelli
Escrito por Adriana Martinelli

Há quem acredite que inovação em processos educacionais depende de novas tecnologias, dispositivos modernos e uma infinidade de aparatos que não existiam na década passada.

. O elemento humano

É bem verdade que hoje em dia é difícil viver distantes dos smartphones ou computadores, afinal muitas atividades de nosso contidiano dependem deles: a comunicação, o acesso à informação, pesquisas, pagamento de contas, mapas de geolocalização, produção de materiais, compras, fotos, videos e muitas outras coisas que podemos fazer com eles!

Mas, não está aí o fator inovador e sim no modelo mental das pessoas que utilizam esses dispositivos. Inovação são pessoas! É a forma como nos colocamos diante dos problemas, dos desasfios, das diversas situações que enfrentamos.

Muitas vezes esses problemas são até antigos conhecidos nossos, mas ao olharmos sob outra perspectiva levando em conta algum aspecto nunca visto antes passamos a buscar formas inovadoras de construir caminhos e soluções! Aqui está a inovação!

E o que significa formar educadores para esse século contemporâneo, o tal século 21? Significa acreditar que cada um pode e deve encontrar seu caminho para resolver seus problemas e desafios.

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A máxima que não se deve dar o peixe, mas sim ensinar a pescar já está um pouco ultrapassada! Pois ensinar a pescar significa mostrar para o outro a forma como eu pesco! O que precisamos fazer é acreditar nas pessoas e apoiá-las em seu desenvolvimento para que elas mudem a indústria da pesca, caso assim desejem!!

Qual é o ponto de partida?

Tornar as pessoas autônomas e livres para construirem o seu caminho conhecendo a si mesmas pode contribuir para também conhecer o outro, no caso, seu aluno. Acreditar no potencial das pessoas, enfim, é ajudá-las a se entenderem, se conhecerem, descobrirem seus limites, desafios e potenciais!

Na década de 1920, um psicólogo americano, Marston, desenvolveu uma teoria para explicar as respostas emocionais das pessoas e seus respectivos comportamentos. Para isso criou um instrumento para avaliar o perfil comportamental de cada um, chamado DISC.

Os quatro perfis levam as iniciais do nome:

  • Dominância
  • Influência
  • Estabilidade
  • Conformidade

De acordo com a Metodologia DISC, todas as pessoas têm potencial para o sucesso, mas cada uma terá mais chances de alcançá-lo em atividades que estejam adequadas ao seu perfil comportamental. Portanto, parte do princípio de que nenhum perfil é melhor ou pior.

Começa a fazer sentido propor que o autoconhecimento seja necessariamente o ponto de partida para um bom proveito de tudo o que um trabalho adequado de análise do perfil comportamental oferece. Sem o ele, qualquer proposta de mudança, inovação, colaboração ou mesmo de convívio harmônico com a diversidade passa a ser mais e mais difícil.

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O perfil comportamental é uma possibilidade de decifrar e decodificar potenciais comportamentos humanos predominantes e diferentes. Cada pessoa, de forma individual, tem um perfil predominante que caracteriza seu comportamento e atitudes, sua forma única de se relacionar com o mundo, de existir.

Cada vez mais precisamos praticar o que frequentemente afirmamos: ter o ser humano no centro de nossas atenções, a começar por nós mesmos!

 

Adriana Martinelli será palestrante na Bett Educar 2018, no dia 10 de maio. 

Adriana Martinelli

Adriana Martinelli

Coordenadora do curso de pós-graduação em Gestão da Aprendizagem da Universidade Braz Cubas e consultora para projetos de inovação na educação. Formada em Fonoaudiologia, pela PUC-SP com especialização em Psicopedagogia - Teoria e Prática e em Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação pela Escola do Futuro/USP. Foi coordenadora da Área de Educação e Tecnologia do Instituto Ayrton Senna de 1999 até início de 2013. Certificada em Life Coaching pela SLAC Sociedade Latino Americana de Coaching.