Edtech brasileira expande para Europa, México e China em 2019

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Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

A Happy Code já é considerada a maior franquia de educação digital do país. E a terceira maior no mundo. No Brasil, são 130 unidades em funcionamento. Desde o ano passado, passou a investir em expansão no exterior.

Já está presente em Portugal, com 15 unidades e 35 escolas parceiras. E fechou 2018 com contrato para uma nova unidade em Angola.

A rede de escolas de programação, robótica e maker para crianças e adolescentes do país está muito otimista com relação a 2019. Aposta fortemente na expansão internacional. A edtech pretende abrir novas unidades na França, Espanha, México e China.

. Após internacionalização, Happy Code quer chegar a 200 unidades até fim do ano

O cenário pós-eleições vem se mostrando animador. Temos retomado contatos importantes nesses países. Os investidores voltam a olhar o Brasil como um país de bons negócios”, disse o diretor de Expansão da franquia, Walter Fernandes Júnior.

Objetivo da Happy Code é fechar 2019 com faturamento de R$ 60 milhões

Desde que a startup foi criada, em 2015, pelo empreendedor Rodrigo Santos, a Happy Code vem crescendo exponencialmente no mercado nacional. A franquia começou com uma unidade em Valinhos, no interior de São Paulo.

Quatro anos depois, espera abrir 200 novas unidades no Brasil até o fim do primeiro trimestre. Outra meta é subir das 50 atuais para presença em 150 escolas.

Acreditamos também que o cenário nacional tende a melhorar. Nosso objetivo é fechar 2019 com um faturamento de R$ 60 milhões. Cerca de 70% maior do que em 2018”, anunciou Fernandes, que também é membro do Comitê de Educação da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Para suportar a expansão, devem ser investidos R$ 5 milhões no primeiro semestre de 2019 nas áreas de tecnologia e desenvolvimento de novos produtos. A empresa também fechou participação em feiras nacionais e internacionais.

A Happy Code trabalha com dois tipos de franquia:

  1. standard, otimizado para cidades como mais de 50 mil habitantes, com um investimento de R$ 225 mil
  2. modelo Labs, para cidades com menos de 50 mil habitantes, a partir de R$ 90 mil

Happy Code atua com metodologia de tecnologia exclusiva: o LET

O mundo já vive a Quarta Revolução Industrial. As competências para vencer não são mais as mesmas de 20 anos atrás. A verdadeira língua universal não é mais o inglês, e sim a programação.

Nesse caminho, uma das grandes novidades da Happy Code para 2019 é o LET (Lean Education Technology). O método, exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia Educacional da Happy Code, é baseado no modelo STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática).

Engloba três conceitos centrais, com princípios relevantes de ensino e aprendizagem:

  • descoberta
  • resolução de problemas
  • prototipagem e criação

O LET é o grande diferencial em relação aos outros métodos. Nosso propósito é formar pessoas que poderão mudar o mundo, que saiam com as habilidades exigidas para os profissionais do século 21, capazes de criar soluções de impacto para melhorar a vida de milhões de pessoas”, disse o CEO Rodrigo Santos.

A Happy Code oferece cursos para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Todos levam em conta as ferramentas de transformação que estão sendo utilizadas atualmente nas grandes corporações. Como design thinking, sala de aula invertida, programação, empreendedorismo e gamificação.

As aulas, de 90 minutos semanais, vão desde a programação do Dash & Dot, um robô que ensina os pequenos a programarem, até robótica, criação de aplicativos, digital Arts, Games em 3D, IoT (Internet das Coisas), Roblox e Youtuber.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
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