Painel na Bett Educar debateu como formar o educador no século 21

Igor Regis
Escrito por Igor Regis

Palestra discutiu como formar um educador no século 21

BETT-EDUCAR-SELOÉ inegável que a transformação da educação passa, sobretudo, pela formação de professores. Mas então como formar um educador no século 21? As respostas são várias e os caminhos também, e alguns deles foram apresentados em um dos painéis de maior destaque da Bett Educar 2018, que contou com a mediação de Miguel Thompson, do Instituto Singularidades.

Para Letícia Lyle, diretota de currículo e formação de professores da Somos Educação, o primeiro passo é adaptar a formação a realidade atual de um mundo em constante transformação, com desafios de sustentabilidade, desafios de tecnologia e de volatilidade. Ela destaca que é necessário entender isso para fazer uma mudança radical, e não somente pequenas adaptações no processo educacional.

“Entender este contexto é o primeiro ponto para ser um educador no século 21. A pergunta para todos os educadores é: para onde estamos andando? Estamos construindo uma máquina para o futuro, ou só enfeitando o que fazemos”, destacou a educadora.

Letícia ressaltou que neste contexto de transformação é necessário colocar as habilidades sociomecionais como prioridade tanto dentro da sala de aula quanto na formação. “Tem muita incerteza no mundo e a gente precisa criar confiança e isso se faz trabalhando habilidades socioemocionais”, salientou.

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Homologia dos processos

O conceito foi levado à discussão por Beatriz Gouveia, diretora pedagógica da somos educação e tem uma definição simples: formar o professor no mesmo processo que queremos dentro da sala de aula. “Nos temos que mudar nossa concepção de formação. Para que a formação seja transformadora ela precisa de uma aproximação sucessiva com as práticas de sala de aula”, explicou.

A pedagoga trouxe para a pauta uma reivindicação constante de professores, a necessidade de adaptar as mudanças de ensino à realidade enfrentada na sala de aula.

“A formação tem que entrar na escola para resolver os problemas do professor. Ela tem que ser articulada ao contexto de trabalho”, ressaltou.

Autonomia e perfil do professor

Reforçando a necessidade de homologia dos processos, a consultora de Educação e Inovação da Braz Cubas, Adriana Martinelli, falou sobre a necessidade de buscar professores que tenham vontade de inovar.

“Você não pode selecionar professores pelo papel, pois todo professor sabe escrever bem. É necessário ver postura e didática. A inovação está na pessoa e modelo mental de como ela se prepara”, afirmou a especialista.

Ela reforçou a necessidade de dar autonomia para que o professor desenvolva projetos e tente novas formas de didática “Tenho como base a autonomia. Temos que dar esta possibilidade experimentação para o professor”.

A educadora destacou também a necessidade de dar autonomia para os alunos dentro da sala de aula, apontado esse como um dos princípios norteadores, ao lado de experiências práticas, educação personalizada e aprendizagem horizontal. “Tem que haver uma relação de troca entre todos os participantes do processo educativo”, completou.

Vera Cabral, Beatriz Gouveia. Adriana Martinelli, Leticia Lyle e Miguel Thompson

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