A hora certa de inovar na educação corporativa: A sua equipe está preparada?

Andrey Abreu
Escrito por Andrey Abreu

O cenário corporativo nos últimos anos têm sido preenchido por uma onda de ansiedade nas tomadas de decisão – que, não duvidem, caso não seja controlada, pode virar um tsunami !!!

De um lado, temos novos conceitos, novas técnicas, novas competências apresentadas sempre com enorme entusiasmo e grande urgência como vitais para o sucesso dos negócios.

De outro, temos gestores ansiosos com o que há de novo e com as transformações cada vez mais rápidas do mercado, e estimulados diariamente a buscarem melhores resultados, muitas vezes sem uma avaliação prévia e mais aprofundada do que é aplicável ao perfil dos seus colaboradores e o que realmente agregará valor ao seu core business.

Em meio a tudo isso, quais as chances de vermos decisões sendo tomadas de forma precipitada, sem a análise correta das reais necessidades de mudança e de mensuração de suas consequências?

Eu diria que são enormes. Na maioria das empresas, a implantação de um projeto de treinamento continuado não ocorre da noite para o dia. É fruto de muito planejamento e estudos para o que for oferecido aos colaboradores seja, de fato, aquilo que eles estão precisando desenvolver e, ao mesmo tempo, as competências que a empresa precisa agregar para atender um novo desafio proposto por uma mudança de mercado ou por um novo foco de atuação.

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Isso é básico e deve ser levado em conta a todo momento quando tratamos de Educação Corporativa, inclusive quando surge o desejo de inovar e adotar uma solução diferenciada que possa agilizar o desenvolvimento de novas habilidades ou, por meio de uma estratégia de Reskill, reforçar aquelas que a equipe já demonstrou possuir.

O problema surge quando o “querer inovar” é precedido pelo curto tempo imposto pelo mercado de se aplicar um novo conceito na empresa. Nesse caso, as chances de executar um processo de forma equivocada são grandes. Inovações são sempre bem-vindas e contribuem efetivamente para o sucesso de um projeto de Educação Corporativa.

Mas a hora certa para inovar no treinamento não é a hora que o mercado está pressionando por resultados de curto prazo, mas sim dentro de um processo de preparação do time para assimilar uma nova rotina de aprendizado. Do contrário, comete-se o erro clássico de criar uma rotina que não será eficaz, e a empresa somente gastará recursos sem o aproveitamento desejado.

Microlearning é usado para dinamizar a Educação Corporativa

O erro em muitos projetos de Educação Corporativa passa pelo fato de serem aplicados sem que o perfil e o comportamento dos colaboradores seja investigado para se ter um parâmetro a respeito da receptividade do que se está propondo oferecer.

Exemplo muito evidente deste tipo de situação.

O microlearning já é uma realidade, como já tratado em artigo aqui no InovEduc, e tem sido um propulsor na inovação dentro da Educação Corporativa por toda dinamicidade que proporciona e por utilizar ferramentas e plataformas com as quais os colaboradores, com seus smartphones à mão, estão bastante familiarizados como YouTube, Games, Redes Sociais, Testes Online e até os famosos Memes.

Mas será que o microlearning funciona e revoluciona o treinamento em qualquer empresa? A resposta é sim para aquelas que conhecem a fundo o comportamento digital de sua equipe. Ou seja, sabem que não será algo do outro mundo apresentar um conteúdo em um vídeo em um canal do YouTube, por exemplo.

Naquelas empresas que impõem uma inovação tão importante como o microlearning sem nem ao menos questionar o grau de familiaridade da equipe com o smartphone, por exemplo, a resposta é não. Um não que pode ser traduzido também como duplo prejuízo:

  1. Primeiro, para a própria estratégia de educação corporativa. Erros como esse pode influenciar negativamente no engajamento e no interesse dos colaboradores por novos conhecimentos. Como aprender a partir de uma inovação que não tem relação com minha rotina ou realidade?
  2. E segundo, o prejuízo pode ser financeiro e em duas pontas do processo: ao investir em algo inovador que não terá aplicação prática no treinamento da equipe; e depois, por atrasar o processo de treinamento para atender uma nova demanda, que poderia ser uma oportunidade de negócio importante para o caixa da empresa, abrindo um novo mercado ou conquistando clientes a partir de novas técnicas de prospecção e de vendas.

Empresas devem envolver a equipe nas discussões sobre os temas abordados

A saída para as empresas é não perder de vista a importância da Educação Corporativa nem o desejo de inovar. Neste contexto, deve-se começar por observar o cenário corporativo a uma distância “segura” que permita ter menos ansiedade e mais serenidade.

O passo seguinte é envolver a equipe no processo desde o início das discussões em torno de temas que serão abordados e as características dos canais e plataformas. É o ponto de partida para a preparação dos colaboradores para o impacto de uma inovação.

Este é um caminho para conhecer os hábitos de consumo de informação dos colaboradores e uma das melhores maneiras de fazer o treinamento fluir na direção dos melhores resultados. Não é por acaso que a tendência de treinamentos personalizados, graças ao uso inovador de plataformas de Ensino a Distância, por exemplo, está cada vez mais consolidada, somada ao conhecimento que a empresa tem sobre seus colaboradores.

Assim, quando chegar a hora de inovar, seu negócio e sua equipe estarão preparados e os resultados serão os melhores possível.

Acerte seus ponteiros e ótimo aprendizado para todos.

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Andrey Abreu

Andrey Abreu

Diretor Corporativo e de Tecnologia de Conectividade da DTCOM, pioneira em Educação Corporativa no Brasil