InovEduc realiza série de workshops para professores

Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

Sem dúvida, as formas de ensinar precisam mudar para se adequar às necessidades dos alunos de hoje. O problema é que os cursos de formação de professores não mudaram e, consequentemente, essas metodologias utilizadas em salas de aulas ficaram obsoletas.

Bruna ressaltou que, geralmente, os cursos que oferecem aulas de formação tecnológica dão ênfase às ferramentas que os futuros professores poderão usar em sala de aula.

“É quase injusto com esses professores, porque os alunos são jovens e mais familiarizados com a tecnologia do que eles. Não dá para exigir de um professor uma aula super inovadora se não oferecemos para eles as ferramentas. Tanto do ponto de vista instrumental como do ponto de vista metodológico e pedagógico, para que ele possa aplicá-la da melhor maneira possível.”

Educação continua ‘engessada’

Na opinião da especialista, para uma ferramenta ser utilizada com eficácia é necessário que ela esteja incorporada a novas metodologias.

“O uso da tecnologia, quando não vem aliado à metodologia com abordagens pedagógicas que deem sentido àquela ferramenta, não atinge todos os benefícios que poderia trazer para o processo de aprendizagem.”

Bruna explicou que enquanto a revolução tecnológica evoluiu rapidamente, a educação continuou engessada. “Não é tão fácil fazer uma transformação de currículo, ferramentas e prática; é necessário que o professor esteja o tempo inteiro se atualizando.”

Professores precisam se acostumar com o uso de novas tecnologias

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Já existem várias opções de cursos de formação no mercado. Mas os professores precisam saber identificar seu perfil de conhecimento digital. Dessa forma, eles saberão qual curso é o mais adequado ao seu perfil.

“Seria interessante que existisse um mecanismo que ajudasse os professores a entender quais são suas limitações em termos de competências digitais para que pudessem realizar cursos de formação continuada”, disse.

Segundo Bruna, os professores precisam estar mais abertos a conhecer e entender essas novas ferramentas. “Às vezes, eles têm um pouco de receio em aprender porque já estão acostumados a dar aula de uma maneira. Não é fácil aprender uma ferramenta digital nova, e isso demanda tempo. Então existe também uma insegurança dos professores.”

Workshops trabalharão diferentes metodologias pedagógicas

Bruna ministrará três cursos no espaço InovEduc, no Rio de Janeiro, em novembro e dezembro, com apoio da Bett Educar. A ideia é mostrar ao participante como transformar a escola não só em um lugar de transmissão de conhecimento, mas de produção desse conhecimento também, onde o professor assume o papel de mentor, e não de detentor do conhecimento.

“Durante o workshop ‘Ideias que transformam a escola‘, os participantes conhecerão algumas abordagens e metodologias pedagógicas que podem apoiar o desenvolvimento de atividades com esse enfoque na fabricação de conhecimento associado aos objetivos de desenvolvimento sustentável e à tecnologia.”

Nos outros dois cursos (‘Sala de aula invertida usando Classroom‘ e ‘Realidade aumentada aplicada à educação usando o app Aurasma‘), os participantes terão oportunidade de aplicar o conhecimento teórico utilizando uma ferramenta.

“É claro que ninguém sairá super proficiente no uso dessas ferramentas. A ideia é que as pessoas vejam sentido no uso e consigam, a partir daí, realizar alguma experiência de ensino-aprendizagem.”

Bruna deixou, ainda, um convite: “Acho que seria muito legal se os jovens decidissem participar dos workshops. É muito mais interessante quando temos aluno e professor juntos, trocando durante o processo de aprendizagem.”

Letícia Santos

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