Os educadores são fundamentais na construção de material didático inovador

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Norton Moreira
Escrito por Norton Moreira

Nos dias de hoje, em que estamos cada vez mais conectados, no mercado de Educação a Distância é obrigatório inovar e apresentar opções de material didático que fujam do lugar-comum e sejam capazes de prender a atenção do aluno. Mais do que isso: pode ser um elemento capaz de atrair novos alunos e, principalmente, reduzir em muito as probabilidades de abandono do curso.

Tanto a linguagem quanto a variedade de formatos (vídeos curtos, microlearning, gamificação, aprendizagem móvel, realidade virtual, Inteligência Artificial…) são peças essenciais nesta disputa em que o material didático briga com as notificações de aplicativos de mensagem e de redes sociais.

Por causa disso deve-se investir em conteúdos atraentes que possam fazer o aluno permanecer atento, conectado no que está sendo apresentado. Neste sentido, acredito que o material didático deva ser produzido levando em consideração o comportamento digital dos alunos, agregando elementos com os quais eles estejam familiarizados no dia a dia.

Cito como exemplos:

  • Em vez de longos textos, slides com legendas explicativas do mesmo modo que se faz num post no Instagram Stories.
  • No lugar de um texto, videoaulas temáticas, de curta duração, reunidas em uma playlist do YouTube que possa ser assistida na sequência e assim o material didático é apresentado de forma complementar, melhorando a captação do conteúdo.

Em resumo, penso que o que deve nortear a produção do material didático de EAD seja a busca pelo diferente e pelo inovador para conquistar a atenção do aluno a partir da identificação com o que lhe é familiar em sua rotina digital.

Mas será que ainda há o que inovar em termos de material didático para EAD? A resposta é sim e aqui cabe destacar o papel dos educadores.

A via de mão dupla para a inovação

Houve um tempo, tomando os cursos presenciais como parâmetro, que livros, apostilas e apresentações (lembra das transparências?), ajudavam o educador como suporte para suas dinâmicas. No caso dos cursos de EAD, o material didático tem uma importância maior do ponto de vista do aluno, como apoio no processo de aprendizagem virtual.

Os educadores precisam participar ativamente do desenvolvimento do material didático das aulas justamente para que os alunos tenham a melhor experiência possível, como destaquei acima.

Neste sentido, temos uma via de mão dupla para a inovação.

Primeiro, temos as Instituições de Ensino Superior que devem estimular sua equipe de educadores para que tenham uma atitude inovadora em relação ao material didático para EAD. Sair do lugar-comum é regra, e nunca exceção! O estímulo pode vir em forma participação em congressos e palestras e na degustação de plataformas e fornecedores de conteúdos.

Pode-se criar também uma espécie de “termômetro” da inovação. Ou seja, testar formatos inovadores e medir a reação dos alunos em comparação aos chamados materiais tradicionais. Isso pode servir de parâmetro para o convencimento — caso não haja ainda — de que é preciso investir no diferente, mas também para o planejamento mais amplo de uma “guinada”, se necessário, em favor da inovação no material didático.

Por outro lado, na outra via, temos os próprios educadores

Chega a ser decepcionante, diante de tantas possibilidades disponíveis, ainda encontrar educadores reticentes quanto ao uso de novas tecnologias com linguagens e formatos inovadores. Associar a formação e experiência na área da educação com uma visão inovadora torna o educador um profissional muito mais completo e certamente muito mais valorizado no mercado em que atua.

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É um profissional que faz a diferença no atual momento do EAD. E sua postura com foco na inovação pode partir de algo relativamente simples, como agregar elementos das redes sociais, por exemplo, ou partir para o desenvolvimento de propostas mais complexas como aplicar conceitos de Inteligência Artificial, como os chatbots compartilhando com os alunos informações pré-programadas a respeito das disciplinas dos cursos.

O importante, no caso do educador, é estar em constante atualização (ou “eterno Beta”, como costumam destacar os empreendedores da área de tecnologia) e sempre propondo conteúdos diferenciados e atrativos tendo a inovação como bússola para a conquista da atenção dos alunos.

Sem a participação ativa do educador — este com visão inovadora — perde-se uma grande oportunidade de avançar, criar diferenciais e apresentar um material didático rico também de elementos que cativem os alunos no primeiro contato. Concorda?

Norton Moreira

Norton Moreira

Diretor da DTCOM — uma das maiores produtoras de conteúdo para EAD e Educação Continuada do país