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Metodologias ativas de ensino privilegiam o protagonismo dos alunos

Letícia Santos
Written by Letícia Santos

Ao longo dos últimos anos ocorreram diversas transformações tecnológicas que permitiram um acesso mais facilitado às informações. Diante disso, os professores perderam o status de detentores do conhecimento e precisam encontrar novas maneiras de ensinar. As metodologias ativas podem ser grandes aliadas nesse processo.

Fernanda Bossemeyer, que é professora do Centro Universitário Celso Lisboa, ministrará aulas no curso “Formação Vivencial em Metodologias Ativas”. O curso, desenvolvido pela Celso Lisboa em parceria com o InovEduc, tem como objetivo, justamente, proporcionar aos professores a vivência prática das metodologias ativas de ensino pela ótica dos alunos e educadores.

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Fernanda Bossemeyer destacou que o fato dos professores em geral serem formados em cursos que privilegiam métodos convencionais de ensino dificulta a preparação desses profissionais para trabalhar com essa nova forma de aprendizagem. “A profissão de educador requer atualização constante para conseguir acompanhar todas as modificações e evolução da sociedade”, enfatizou.

Alunos também resistem às mudanças nos modelos de ensino

Quanto a resistência a esses novos modelos, a professora ressalta que ela é percebida tanto entre professores quanto em alunos. “É do ser humano querer ficar na passividade recebendo tudo pronto. Então, quanto mais o professor se apropria dessas metodologias, mais ferramentas ele tem para enfrentar todas essas mudanças e a própria resistência do aluno”, defendeu Fernanda.

O conceito de metodologias ativas em si não é novidade. O filósofo Sócrates, por exemplo, já utilizava métodos que incentivavam a busca de conhecimento através de perguntas. Segundo a professora da Celso Lisboa, o que é inovador, de fato, é a mudança do papel das instituições de ensino diante do novo perfil dos alunos.

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“Precisamos entender que antigamente a única fonte de informação era o professor, mas isso não acontece mais. Toda a informação está na palma das nossas mãos, é só pegar um celular e acessar a internet para conseguirmos ter um acesso muito facilitado as informações. Então, os professores estão sentindo a necessidade de acompanhar essas mudanças.”

No entanto, a educadora ressalta que faltam opções no mercado de cursos que ofereçam uma formação mais atualizada e alinhada às atuais demandas do setor educacional.

“A maioria dos professores não tem acesso a educação continuada, em relação às novas metodologias. Então, hoje existe uma busca tremenda desses profissionais acerca de atualização. Eles se apropriam desses métodos que de fato não fazem parte ainda da nossa formação formal.”

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