Microlearning como inovação na Educação Corporativa

microlearning-DTCOM-artigo-inoveduc-destaque
Andrey Abreu
Escrito por Andrey Abreu

O mundo dos negócios é cada vez mais dinâmico. Vemos isso diariamente. O produto que vende hoje pode encalhar na prateleira amanhã ou um processo de produção que fez a diferença ontem já não traz o mesmo resultado hoje. É tudo muito rápido e por vezes até efêmero. Isso exige das empresas um olhar cada vez mais atento sobre tendências e mercados para não perder espaço e não ficar para trás.

Neste cenário, é fundamental manter toda a equipe sempre atualizada. E ao soar o alarme de que é preciso agregar novos conhecimentos e habilidades diante de uma mudança de mercado, a opção do microlearning surge como a melhor opção.

A grande motivação da empresa em adotar este modelo de treinamento corporativo de EAD está justamente no fato de que no mundo dos negócios não há tempo a perder. Ou seja, o que observamos é que o microlearning é uma nova tendência de aprendizado que permite “atacar” justamente necessidades mais urgentes e imediatas.

. Educação, treinamento e prêmio: app Qranio reúne 1,3 milhão de usuários
. TREE Lab, da FDC, pretende formar executivos do futuro em Minas Gerais

As empresas podem focar em temas específicos e assim podem dar maior agilidade ao processo. Desta forma, não há necessidade de mexer na rotina nem ocupar muito tempo no horário de trabalho, como ocorre no caso dos treinamentos tradicionais de maior duração. Isso significa dizer que no microlearning a interferência na produtividade é praticamente zero.

Ao adotar o microlearning a empresa pode solucionar problemas urgentes, mas pode usá-lo quando precisa apresentar novas regras ou reforçar procedimentos.

Outra das vantagens do microlearning é que permite uma atualização mais fácil e pode colocar em pauta tópicos tratando de temas da atualidade. Também é um modelo que causa impacto positivo por ser mais dinâmico, menos cansativo e com resultado mais imediato e por remeter a formatos com os quais o público está acostumado e até curte, literalmente (vídeos, jogos, podcasts, testes online, slideshows…).

O custo-benefício também é um dos atrativos do modelo

Microlearning-2-DTCOM-artigo-inoveduc-destaque

O investimento no microlearning é menor em comparação ao treinamento tradicional de EAD, além de ter uma produção mais rápida de ser feita. Mas para que o microlearning seja aplicado com sucesso, a empresa precisa se planejar a respeito. Mesmo que seja usado para temas específicos, é possível pensar numa programação a curto e médio prazo e ainda guardar alguns cursos na “manga” para colocar em prática em situações excepcionais (mudanças em regras econômicas, crises provocadas por catástrofes, etc.).

Por isso, na minha visão, o caminho para o microlearning pode ser traçado a partir dos quatro pontos abaixo:

  1. É preciso ter objetivos claros quando se pensa em adotar o microlearning. O que deseja fazer? Quer focar em temas do dia a dia, ligados diretamente com a rotina da empresa? Ou precisa trabalhar tendo em mente uma ação específica, como aumentar a produtividade do meu time de vendas ou na atualização de conceitos, ideias e competências? Os micro cursos pode servir ainda de complemento ou de atualização para o treinamento macro que a empresa vem fazendo, por exemplo.
  2. Junto com os objetivos, a empresa deve definir suas prioridades. Isso envolve escolher quais áreas serão atendidas primeiro ou quais funcionários receberão os primeiros conteúdos (só gerentes, só vendedores…). Isso ajuda a direcionar os esforços de produção e também os recursos necessários para a criação dos conteúdos.
  3. Indispensável que ao decidir pelo uso do modelo de microlearning, a empresa avalie qual o perfil dos seus funcionários, o público-alvo das ações. De nada adianta partir para isso se o time é avesso a esse tipo de treinamento por falta de hábito de consumo de conteúdo rápido ou até de acesso à internet. Com exemplos e com uma conversa direta, talvez até uma pesquisa interna, pode-se ter maior certeza se o formato se encaixa ou não na empresa.
  4. Pode-se fazer um paralelo do planejamento de processo de microlearning com o desenvolvimento de um plano de marketing. Nos dois casos, é importante coletar informações estratégicas do macro e do microambiente. É o que poderá balizar os temas que serão tratados nos conteúdos. As chances de um projeto de microlearning alcançar o sucesso crescem exponencialmente quando a empresa busca saber como está internamente e como o mercado em que atua está se comportando.

Feita a reflexão e executadas as tarefas sugeridas acima, passo seguinte é girar a chave para tornar o microlearning um dos pilares da empresa na estratégia de manter e de ampliar seu espaço no mercado em que atua — sem perder tempo!

Andrey Abreu

Andrey Abreu

Diretor Corporativo e de Tecnologia de Conectividade da DTCOM, pioneira em Educação Corporativa no Brasil