O Movimento Maker e o futuro das escolas

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Edgar Andrade
Escrito por Edgar Andrade

Uma das coisas que mais faço hoje é pensar no futuro. No futuro das escolas, do consumo e das relações humanas. Do mercado publicitário, dos shoppings, das cidades, dos empregos e profissões. E por aí vai.

Acredito que naturalmente todos esses futuros, e outros, deverão se misturar para a construção ou reconstrução das cidades e de um novo modelo de sociedade.

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Como costumo ser otimista, sempre ou quase sempre, na minha visão estamos passando por um processo global de reflexão e de revisão do nosso modelo de consumo e qualquer mudança desejável, que direcione a humanidade para um futuro bacana, passa essencialmente por uma revisão da forma como interagimos com as coisas.

Mudar o mindset consumista passa pelo redesenho da forma como educamos nossas crianças e nossos jovens. Venho fazendo essa reflexão desde que meus filhos nasceram e comecei a me preocupar com o futuro deles e com que educação eles teriam como alicerce para a construção de seus futuros.

Comecei a perceber que esse modelo de sociedade baseado no consumo e no acúmulo de coisas não fazia mais sentido, que pautar uma vida na quantidade de riquezas que uma pessoa é capaz de acumular é uma insanidade, e que é fundamental exercitarmos novos modelos de convivência em sociedade.

Nesse sentido, acredito que construir cultura maker é fundamental para alcançarmos os nossos objetivos.

Mão na massa e criatividade: movimento maker

Para mudar o mundo precisamos mais do que pensar diferente, precisamos fazer diferente. O movimento maker vai além da fabricação digital e de máquinas como as impressoras 3D. Ser fazedor ou fazedora está na nossa essência. O que precisamos é abrir nossas cabeças para novos modelos, formatos, para o movimento Faça Você Mesmo, ou melhor, façamos nós mesmos, juntos.

E o Fab Lab é o lugar perfeito para isso. Além das máquinas, juntamos gente com diferentes experiências e habilidades, por isso é o lugar perfeito para você começar a mudar a sua rua, bairro ou cidade. Para juntos mudarmos o mundo.

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Só que para mudar o mundo precisamos deixar urgentemente que as crianças mantenham a criatividade viva em suas cabeças. É preciso redefinir os ambientes de aprendizagem como primeiro passo para a busca da inovação da escola, materializando novos paradigmas educacionais e dinâmicas pautadas na construção do espírito crítico e analítico.

A escola deve ser um lugar para desenvolver o protagonismo e a autonomia. Um lugar de descobertas, ideações, prototipações e experimentações.

Esse é o caminho que nós do Fab Lab Recife começamos a trilhar com as primeiras oficinas para crianças em 2014, e que agora evoluirá através das escolas públicas municipais de Recife.

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Pode parecer que a gente quer ensinar as crianças e jovens a aproveitar as oportunidades que surgirão com a popularização das ferramentas de fabricação digital. Pode parecer que a gente quer ajudar a criar alternativas de futuros para esses jovens — a gente quer fazer tudo isso. Mas, acima de tudo, queremos ajudar a construir um olhar diferente, conectado com o futuro.

Queremos ajudar a articular comunidades de fazedores, de jovens e adultos que percebam que são capazes de construir seus caminhos com independência. Mas sempre comprometidos com seus vizinhos, com seus bairros, com sua cidade e com a construção de um futuro melhor.

No dia 9 de maio, às 11h, Edgar Andrade, CEO da Fab Lab Recife, realiza a palestra “Movimento Maker e o Futuro das escolas”.

Edgar Andrade

Edgar Andrade

Empreendedor,  fundador do Fab Lab Recife e sócio da Robôlivre