5 metodologias que desenvolvem as competências para o século 21

5 metodologias que desenvolvem competências para o século 21

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Para falar em futuro da educação é preciso, primeiro, aprender sobre as competências para o século 21. Também conhecido como habilidades socioemocionais, esse conjunto de comportamentos e aptidões preparam alunos, sobretudo, para a vida em sociedade.

O estudo “Educação para a vida e o trabalho: desenvolvimento de conhecimentos e habilidades transferíveis no século XXI”, realizado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos — sob encomenda de um conjunto de fundações locais — foi publicado em 2001 e segue orientando ações até hoje. O principal objetivo é destacar essas competências.

O comitê da pesquisa identificou três amplos domínios: cognitivos, intrapessoais e interpessoais. Pensamento crítico, flexibilidade, metacognição e responsabilidade são algumas das habilidades que englobam essas três vertentes.

Ensino de habilidades cognitivas como forma de inovar

Comunicação, colaboração, autoconhecimento, responsabilidade, criatividade, resolução de problema, pensamento crítico e curiosidade. Para a gerente-executiva de educação do Instituto Ayrton Senna, Simone André, essas são as principais competências responsáveis pela estruturação do projeto de vida dos estudantes.

“Por meio dessas habilidades é possível que os estudantes pensem concretizem os seus projetos de vida”, disse Simone.

O bom desempenho dessas competências dentro das escolas se dá, sobretudo, por intermédio de professores capazes de exercer o papel de mediadores nas decisões dos seus alunos. A prática dessas habilidades torna o aluno protagonista do seu aprendizado, e não apenas um receptor de conteúdo.

“A sociedade está cada vez mais conectada e pluralizada. É preciso parar para pensar quais as reais competências que nossas crianças e jovens precisam desenvolver para lidar com os desafios e oportunidades do mundo contemporâneo”, disse Milada Gonçalves, gerente de projetos da Fundação Telefônica Vivo.

Metodologias que enriquecem o currículo dos educadores

O caminho para um aprendizado efetivo e personalizado é fruto da parceria entre professores e alunos. O objetivo dessa cooperação é estimular o intelecto do aluno com atividades capazes de se adequar às necessidades individuais e coletivas dos estudantes.

Simone citou cinco metologias que podem ser usadas pelos professores em sala de aula:

  • Aprendizagem colaborativa
  • Problematização
  • Educação por projetos
  • Formação de leitores e produtores de textos
  • Presença pedagógica

“Todas essas metodologias são decisivas para o desenvolvimento de competência, pois colocam o estudante em posição ativa. Dessa forma o aluno mobiliza conhecimentos, saberes, atitudes e valores para resolver problemas reais.”

Engana-se quem pensa que a mudança na forma como o professor se coloca diante da turma ofusca a sua importância no processo de ensino. Pelo contrário. Por não ser mais a única fonte de conhecimento, o educador assume o papel de “guia”, provocador, orientador, mediador e pesquisador.

O maior desafio é tornar esses educadores, escolas e gestores, autônomos no uso de recursos tecnológicos e conhecedores de metodologias inovadoras. Apenas assim se fortalecerão como agentes da transformação.

Formação de alunos com habilidades e competências

O mundo cobra que os jovens sejam protagonistas do seu próprio desenvolvimento. Mas o ensino tradicional ainda responde com modelos criados para atender demandas antigas. A conexão do indivíduo com o atual mundo onde vive passa pela reflexão sobre seu projeto de vida e pelo desenvolvimento de competências socioemocionais.

Com base na visão de educação integral, proposta pela nova base nacional comum curricular, Simone acredita que o papel da escola não seja formar estudantes para o mercado de trabalho ou para o vestibular. Mas sim prepará-los para concretizar os seus projetos de vida.

“Hoje as empresas contratam muito mais baseadas pelas competências e habilidades do século 21 apresentadas pelo indivíduo do que pelos conhecimentos em Matemática, História e Geografia, por exemplo. As instituições querem profissionais que sejam resolvedores de problemas. Tanto no setor público, quanto no privado.”

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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