App da Unochapecó corrige provas e lança notas em 30 segundos

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A rotina dos educadores é sempre muito corrida. Além de elaborar aulas e provas, são eles que corrigem e lançam as notas dos seus alunos no sistema.

Para facilitar o trabalho desses profissionais, a Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), em Santa Catarina, lançou a plataforma “Minha Prova”, elaborada com o objetivo de apoiar e impulsionar a qualidade acadêmica.

A ferramenta, desenvolvida totalmente dentro da universidade pela equipe de Diretoria de Tecnologia de Informação (DTI), oferece uma solução prática e fácil de ser utilizada. O melhor de tudo é que, em apenas 30 segundos, é possível fazer a correção e o lançamento das notas no sistema.

Segundo Lissandro Hoffmeister, diretor de TI na Unochapecó, o uso de ferramentas tecnológicas na educação pode ter um impacto positivo na relação entre aluno e professor.

“O professor economiza tempo para assuntos que precisam ser melhor abordados, listas de exercícios de revisões, simulados para provas que podem ser criados. Quem ganha é o aluno”, destacou.

Resultados são obtidos por QR Code

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Apesar de ser uma plataforma facilitadora, o “Minha Prova” possibilita uma análise de acompanhamento avaliativo por temas ou até mesmo uma questão que precise ser melhor elaborada, diferentemente do que acontece no no modelo tradicional.

Para iniciar, o professor precisa formular e organizar questões de cada componente por assuntos ou temas dentro do banco de dados. A segunda etapa é criar uma avaliação fazendo uso desses dados. Ao finalizar essa etapa, um QR Code é criado junto com um gabarito.

Com o QR Code é possível identificar qual é a prova, e ao escanear o gabarito respondido já é feita a análise de quais questões estão corretas.

Esse procedimento é chamado de Optical Mark Recognition (OMR), ou Reconhecimento Ótico de Marcas. O mesmo usado para corrigir os gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Agilidade e eficiência na análise do desempenho escolar

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A correção de provas não é a única funcionalidade do dispositivo. A partir do momento em que é criado, o banco de dados passa a pertencer à disciplina. Ou seja, todos os professores vinculados a determinado componente podem acessar e contribuir.

Feita a correção, são fornecidos gráficos para a análise do professor. Assim, é possível identificar o desempenho de cada aluno e o da turma.

Lissandro também destacou o “Meu Relatório”, outro projeto em curso. Trata-se de um módulo onde o usuário tem acesso à massa de informações organizadas por assuntos de diversas fontes.

Na medida em que o usuário monta os relatórios, eles se correlacionam automaticamente. Ou seja, o usuário cria templates do seu próprio relatório.

Reconhecimento pelas iniciativas inovadoras

A universidade mantém um contato direto com os engenheiros da Google. Foi uma das primeiras instituições no Brasil a firmar parceria com G Suite for Education. No dia 23 de agosto estará em Brasilia, a convite da multinacional americana, para ministrar uma palestra sobre edtech.

Lissandro informou que, neste primeiro momento, o projeto objetiva atender a uma demanda interna e colocar a tecnologia como um diferencial na instituição.

“No entanto, em um segundo momento é possível que pensem em um modelo de transferência tecnológica; porém ainda não temos um modelo de negócio definido.”

O diretor de TI frisou que essa transferência pode ser feita por receita ou alguma ação social com escolas públicas da região. “Pelo nosso modelo comunitário, é preciso debater na gestão, caso surjam oportunidades.”

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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