Aprendizagem centrada no aluno é destaque na Bett London 2018

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BETT-EDUCAR-SELO“Centricidade do estudante.” De acordo com pesquisas realizadas pela McKinsey & Company em nome da Microsoft Education, é o que as escolas precisam hoje para ter sucesso em 2030.

“Esse é um tema que ouvimos alto e claro: protagonismo do aluno”, disse Barbara Holzapfel, gerente geral de marketing em educação da Microsoft, durante apresentação sobre as descobertas que atraíram centenas de educadores do todo o mundo até o Excel, em Londres, na semana passada.

O assunto foi destaque no dia da abertura da Bett London, o maior evento de tecnologia educacional do mundo, de acordo com relato de Michele Molnar no site Edweek Market Brief. E deverá permear os eixos temáticos da Bett Brasil Educar, em maio, em São Paulo.

De acordo com a gerente da Microsoft, os alunos querem ser apoiados por professores que entendam suas necessidades. E querem poder explorar por si mesmos o que os interessa.

Estudantes como protagonistas do processo de ensino-aprendizagem

Para explicar melhor essas necessidades, três jovens de 10 anos de Hong Kong que visitaram o evento com sua professora mostraram algumas de suas invenções.

Eles criaram e programaram um lançador de avião em papel e um máquina de fazer chá. No vídeo, os alunos da 5ª série de uma escola do governo explicam o que sua invenção faz:

 

 

O fabricante de chá automático foi um presente para a professora, que explicou a invenção:

 

 

E as meninas também falaram sobre sua parte favorita na colaboração do projeto, que durou um mês:

 

 

Mas o que isso significa para todos os alunos?

“O ensino é uma das profissões com o menor risco de ser automatizado”, disse Barbara Holzapfel. A gerente da Microsoft também afirmou que o campo deverá crescer exponencialmente. “O professor se transformará em um guia e treinador para estudantes”, completou.

Preocupação com os empregos do futuro

É provável que os trabalhos de baixa habilidade continuem a ser substituídos pela automação. Em 2030, as ocupações de crescimento mais rápido exigirão habilidades cognitivas de nível superior em áreas como colaboração, resolução de problemas, pensamento crítico e criatividade, de acordo com o estudo.

 

A pesquisa feita pela McKinsey se baseou na contribuição de 70 “líderes de pensamento” — uma análise de 150 peças de pesquisas relevantes e pesquisas de 2 mil professores e 2 mil estudantes em todo os EUA, Reino Unido, Canadá e Cingapura.

“O futuro da aprendizagem, do trabalho e da vida será profundamente social. Por isso os alunos precisam desenvolver e aplicar habilidades sociais e emocionais”, afirmou Barbara Holzapfel.

Na verdade, os pesquisadores descobriram que essas “habilidades suaves” eram duas vezes mais preditivas de desempenho acadêmico que o ambiente doméstico e a demografia.

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Entre os estudantes entrevistados, 50% indicaram que as habilidades socioemocionais estavam entre suas principais prioridades, em comparação com 30% dos professores. Mas as percepções diferem. Entre 30 e 40% dos estudantes sentem que estão recebendo comentários sobre essas habilidades. Enquanto entre 50 e 60% dos professores sentem que estão fornecendo isso.

Aprendizagem personalizada é parte da solução

O aprendizado personalizado é uma das maneiras mais promissoras de desenvolver habilidades socioemocionais, de acordo com o estudo. “A pesquisa no passado mostrou que o aprendizado personalizado melhora a cognição e o desenvolvimento de habilidades”, disse Barbara Holzapfel.

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A gerente da Microsoft também destacou que 70% dos alunos acreditam que podem alcançar maior crescimento e mais domínio do conteúdo quando são apoiados por professores que realmente os entendem como indivíduos. Mas a aprendizagem personalizada “está em alta demanda, mas muito pouca oferta”, explicou.

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A gerente de Educação da Microsoft durante a palestra no primeiro dia da Bett London 2018 (Foto: Reprodução/Twitter)

Barbara Holzapfel ainda observou que 70% dos professores dizem que o tempo é uma barreira para a abordagem. Um dado importante observado no estudo é que professores e alunos no estudo discordaram do ritmo da aprendizagem.

Os educadores identificam restrições de tempo e a capacidade de individualizar tantos estudantes como fundamentais para o problema. E a Microsoft vê a tecnologia como a chave para a solução desse problema.

“Inteligência artificial, realidade aumentada, plataformas colaborativas e tecnologias que vão muito além disso. Todas essas tecnologias podem ser ferramentas realmente poderosas para ajudar os professores a economizar tempo e ganhar informações sobre o aprendizado e o progresso de cada aluno”, disse Barbara Holzapfel.