Bett 2017: Pearson lança novidades para manter-se à frente do mercado - Inoveduc

Bett 2017: Pearson lança novidades para manter-se à frente do mercado

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Diretor Pedagógico da Pearson, considerada hoje a maior empresa de educação no mundo, presente em mais de 80 países e somando mais de 35 mil funcionários, Juliano Costa concedeu entrevista ao Inoveduc, na quinta-feira, 11 de maio, segundo dia da Feira Bett Educar 2017.

Na ocasião, o gestor falou dos desafios da Pearson no Brasil, onde se sedimentou como parceira de escolas e maior player de cursos de idiomas, por meio de marcas como Yázigi e Wizard. Ele também nos falou sobre os caminhos futuros da prática da aprendizagem. Para Juliano, formado em História e Filosofia, a educação será cada vez mais inovadora.

“Aposto minhas fichas no chamado ensino adaptativo, com a customização total da entrega da educação, de acordo com o desempenho dos estudantes. A plataforma identifica os pontos fortes e fracos de cada aluno, e vai corrigindo a rota de atividades para que a formação ocorra da maneira mais adequada”, aponta ele, que segue em sua análise.

“Acho que teremos três grandes novidades que, em breve, desembarcarão na plataforma da educação. A primeira delas será o uso crescente da realidade virtual e também da realidade aumentada, em parceria que já fechamos com a Microsoft. A segunda novidade será a adoção, no campo da inteligência artificial, do Watson IBM, que trará aos agentes envolvidos no processo de aprendizagem ganhos fenomenais no campo da avaliação de desempenho, gerando insights de soluções poderosas, a partir da análise de bancos de dados”, pontuou o especialista.

Por último, Juliano Costa apontou a terceira inovação no horizonte de ofertas da Pearson, no campo da educação. Trata-se de uma análise detalhada da eficácia do aprendizado virtual. “Já não há dúvidas de que esse modelo funciona. A questão, agora, é saber o quanto, identificar os gargalos e trabalhar para seu aprimoramento”, resumiu o diretor, para quem esses estudos devem ser feitos fora do ambiente escolar.

“A escola não pode servir de ambiente de testes, pois estamos lidando com crianças de, às vezes, cinco anos de idade. Isso seria de extrema irresponsabilidade. Por isso, fazemos testes externos, discussões e medições, para somente depois entregar as propostas para as escolas”. O que não quer dizer que Juliano defenda algum controle na inventividade ou criação. Muito pelo contrário.

“As startups estão aí para lançar inovações, e quanto mais propostas, melhor será. Esse é o papel delas. Daí, caberá às grandes instituições de ensino, presentes no mercado, validar ou não suas novas ferramentas. O jogo é esse. E, de dez ou vinte lançamentos, se um só emplacar, sem problema. Já terá valido à pena. Aliás, sinto falta dessas ações no Brasil. Gostaria de assistir a uma verdadeira explosão no número de feiras culturais e de ciências, por exemplo. De botar essa garotada pra pensar”.

Por fim, outras duas ações relevantes da Pearson no campo da Inovação aplicada à educação. “Em breve, uma nova plataforma ajudará e muito as escolas do ponto de vista de gestão como um todo, desde a folha de pagamentos, de pessoal, de compra de material ou de gastos com ações com marketing, por exemplo. Será um grande passo para a profissionalização da gestão nas escolas, para que elas passem a dedicar mais de seu tempo à missão de formar, e não a burocracias administrativas~.

Outra iniciativa, diretamente voltada para os professores, é o Entretanto, plataforma aberta e colaborativa desenvolvida com o objetivo de compartilhar experiências e pensamentos dos mais diversos no campo do ensino-aprendizagem. São artigos publicados por um grupo de cerca de 40 articulistas – número que deverá subir ao longo da experiência. Inovações que comprovam a intenção da Pearson de manter-se à frente no mercado, justificando o espantoso faturamento de 4,5 bilhões de libras por ano.

Paulo Chico

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paulochico@folhadirigida.com.br

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