Fique de olho: blockchain vai transformar também a Educação

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Mais do que nunca, o blockchain está emergindo como uma tendência tecnológica. Depois de algumas fases de altos e baixos, a tecnologia vem sendo enaltecida como “a próxima grande onda”. Enquanto o mercado de criptomoedas experimentou um crescimento exponencial ao longo de 2017, também aumentou o interesse de utilização da tecnologia em outros setores, que não apenas o financeiro.

O grau de funcionalidade atual e o potencial futuro de blockchain têm ganhado destaque em aplicações relacionadas a oito áreas específicas:

  • Protocolos abertos
  • Regulação e compliance
  • Identidade e privacidade digitais
  • Propriedade intelectual
  • Interesse público e governança
  • Transparência e auditoria
  • Transferência de valores e interoperabilidade de sistemas
  • Contratos inteligentes

Ainda de acordo com Canellas, qualquer processo que precise de confiança e auditoria pode ser incluído na blockchain. Por isso, conforme explicou Luiggi Senna, fundador da CONVEM, a tecnologia blockchain tem muito potencial para transformação na área educacional.

Algumas possibilidades de seu uso, em uma infinidade que se possa imaginar, são:

  • Unificação segura de bancos de dados de centros universitários
  • Gestão de identidade dos alunos e suas vidas acadêmicas
  • Registro de autoria de trabalhos de conclusão de curso, monografias, pesquisas e artigos acadêmicos
  • Sistemas de recompensa e gamificação para competição entre alunos e instituições
  • Evolução dos processos burocráticos e incentivo a uma cultura paperless

Indústrias que já se debruçam sobre blockchain

O princípio da descentralização pode ser aplicada em praticamente qualquer área.

Existem iniciativas utilizando a tecnologia para construir plataformas de mobilidade para rivalizar com o Uber. O ITS, no Brasil, já lançou um aplicativo baseado em blockchain para coletar assinaturas para projetos de lei de iniciativa popular.

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Pelo menos oito estados nos EUA começaram a elaborar legislação Blockchain, incluindo Nova Iorque, Arizona, Illinois e Delaware.

Já no caso da educação, por exemplo, impactos vão desde a democratização no acesso ao conhecimento científico, até a possibilidade de emissão de diplomas, como já está sendo feito pelo MIT.

Sony e IBM investem em blockchain na educação

Saindo na frente, a Sony, por meio da subsidiária Sony Global Education, revelou progressos no desenvolvimento de uma plataforma de blockchain para armazenar e compartilhar registros educacionais.

Desenvolvido em conjunto com a IBM, o serviço visa a reduzir fraudes e facilitar o compartilhamento de informações com terceiros para recrutamento e avaliação. O resultado: arquivos curriculares, títulos e notas podem ser verificados por todo o mundo, em qualquer momento e sem a possibilidade de fazer modificações.

Outra ação foi da Comissão Europeia, que realizou, recentemente, uma investigação sobre os riscos da Distributed Ledger Technology (DLT), a tecnologia do blockchain, no setor educacional internacional. O objetivo é gerar uma nova estrutura digital para as instituições que ministram conhecimento.

Comissão Europeia estuda uso da tecnologia na Educação

A Comissão Europeia acredita que a blockchain tem capacidade para revolucionar a forma em que trabalham os estudantes, professores e sistemas administrativos da academia. A proposta é impactar principalmente o sistema de certificados educacionais. Segundo o estudo, o uso da tecnologia blockchain no setor, poderia permitir uma maior organização e atualização a tempo real.

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A pesquisa também destacou que a blockchain poderia mudar a maneira em que se organiza a documentação educativa, qualificando e quantificando dita informação. As tecnologias de contabilidade distribuída também permitiriam verificar a informação ao momento.

Outras vantagens seriam a criação de estruturas para a gestão de uma grande quantidade de dados. O que, inclusive, pode facilitar os pagamentos de algumas instituições por meio de criptomoedas.

Plataforma brasileira já usa blockchain para validar diplomas

Entre 2015 e 2016, 125 professores foram processados por realizarem venda de diplomas falsos no Espírito Santo. Isso acontece porque o processo de checagem da autenticidade desse tipo de documento é lento e burocrático. Pensando nisso, a A Star Labs desenvolveu o Meu Diploma Digital.

“O sistema funciona como um registro público, seguro e imutável. A ideia é que as universidades e instituições registrem todos os diplomas emitidos nessa tecnologia e disponibilizem um portal de checagem em seus websites, por exemplo”, explicou a desenvolvedora de negócios da A Star, Nathalia Nicoletti.

blockchain-educacao-inoveducCada estudante, então, recebe seu diploma em formato digital e pode validar de qualquer parte do mundo de forma simples. Apenas arrastando o arquivo para a área de validação no portal, garantindo a autenticidade da certificação para qualquer fim.

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Para facilitar o processo de adoção, o Meu Diploma Digital pode integrar o sistema da instituição à plataforma, para registro automático de todos os diplomas emitidos. Uma vantagem, de acordo com Nathália, é que o custo é menor do que outras soluções oferecidas pelo mercado.

“Já o diferencial é ser uma solução sem qualquer risco de fraude e global, auditável de qualquer parte do mundo”, disse a empresária, que no momento, trabalha para gerar conhecimento sobre a tecnologia e suas potenciais aplicações no setor educacional.