Brinquedos inovadores brasileiros aliam a tecnologia ao lúdico

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Atualmente, cerca de 320 crianças com idade entre 4 e 7 anos têm a oportunidade de aprender conceitos de lógica de programação e tecnologia em Balneário Camboriú, no litoral catarinense.

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Robô desenvolvido no LITE da Univali

Graças aos “Brinquedos Inovadores”, desenvolvidos pelo LITE (Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação) da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), crianças da educação básica desenvolvem de forma lúdica habilidades como: resolução de problemas, lateralidade (reconhecer a esquerda e a direita), formação do conceito do número, entre outras.

“A criança nessa faixa etária consegue aprender a fazer estimativas, trabalhar com o sequenciamento de passos para solucionar um problema e aprender a ideia de algoritmos. Eventualmente, as crianças também associam os movimentos do corpo para planejar o movimento do robô. Isso faz com que eles trabalhem a questão da abstração, de como comunicar uma ideia através de uma interface”, explicou Andre Luis Raabe, coordenador do projeto.

O projeto é fruto de uma parceria entre o Ministério Público de Santa Catarina, a Secretaria de Educação de Balneário Camboriú e a Univali.

“A Univali, a Secretaria de Educação de Balneário Camboriú e o Ministério Público de Santa Catarina mantêm uma relação contínua há alguns anos. O ministério é quem fomenta o projeto e a secretaria indica as escolas e a ordem em que receberão os brinquedos.”

Até o fim do ano, dez escolas serão atendidas

Até o momento, foram atendidas duas escolas (Núcleo de Educação Infantil Carrossel e Núcleo de Educação Infantil Pão de Mel). Os planos são que até o fim deste ano dez escolas estejam fazendo o uso do robô ROPE.

O kit entregue às escolas é composto por três robôs e quatro tapetes pedagógicos (um com números, outro com letras, um com formas e com o cenário de uma cidade). Os tapetes servem como um guia do que o professor pode trabalhar em sala de aula.

“Tem uma série de conceitos que eventualmente os professores também enriquecem quando eles criam um contexto pedagógico propício”, ressaltou Raabe.

O coordenador do projeto disse que alguns professores usam os recursos que tem em mãos para criar seus próprios tapetes.

“Um exemplo disso tem sido a contação de histórias. Eles criam um cenário em que o brinquedo se torna um dos participantes, e ele tem que desempenhar uma tarefa. Eles trabalham essa coisa da brincadeira e da fantasia, associada com a aquisição de um conceito matemático, de números, de lateralidade e, portanto enriquece bastante o potencial de aprendizagem e desenvolvimento dos pequenos.”

Fabricação dos brinquedos é artesanal

Os brinquedos são fabricados no laboratório da universidade de forma artesanal. A produção utiliza recursos de fabricação digital. A equipe precisa comprar apenas os componentes motores e as baterias que não podem ser fabricados por eles.

“Nós combinamos o uso de produção de circuitos e placas de circuitos impressos. Usamos impressora 3D para impressão dos botões do brinquedo, das rodas e de alguns mecanismos de montagem. Também usamos a cortadora a laser para cortar a madeira e fazer a parte estrutural do brinquedo”, explicou Raabe.

O próximo passo será a expansão do projeto para atender escolas de outras cidades. Para isso, Raabe explicou, a equipe está trabalhando na elaboração de um modelo de negócios. O coordenador disse que já entraram com o pedido de patente do brinquedo.

“Nós temos uma equipe dimensionada para atender o convênio que fizemos de atender dez escolas em um ano. Além disso, a produção ainda é artesanal. Por mais que seja impressa em 3D e cortada a laser, temos uma produção que ainda não é o industrial.”

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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