Campus Party: painel apresenta modelos para ‘educação do futuro’

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Rogério Boros, Regina Gavassa e Leo Burd discutiram o caminho para transformar a educação

O debate sobre educação do futuro ganhou o palco principal da Campus Party nesta sexta-feira (2). Pesquisa, tecnologia e setor público foram representados no palco Feel the Future por especialistas do setor, que mostraram iniciativas desenvolvidas em cada área. O debate reforçou a necessidade de criar modelos educacionais mais criativos para formar alunos não só para viver o futuro, mas para construí-lo.

. Tonico Novaes, diretor-geral da Campus Party Brasil, fala sobre o ‘Educação do Futuro’

Leo Burd, pesquisador do MIT, falou sobre o conceito desenvolvido pela Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, que mostra a possibilidade de se criar um ambiente inovador dentro da sala de aula mesmo com poucos recursos. “Queremos mostrar que é possível começar como que as pessoas já tem, uma sucata ou material escolar. A partir daí é possível se desenvolver cada vez mais dentro deste modelo de aprendizagem”, explica.

O especialista em aprendizagem criativa contou que o modelo adotado na rede é inspirado no jardim de infância, que aplica a tática dos 4 Ps, projeto (Project), paixão (Paisson), parceria (Peers) e pensar brincando (play).

“No jardim de infância o aluno aprende de uma maneira gostosa e natural algo que é importante. Por que não seguir assim no ensino fundamental?”, questionou Leo Burd.

O pesquisador ainda fez uma ressalva sobre a visão de que a escola do futuro se resume somente a tecnologia. “Não basta colocar tecnologia em um ambiente escolar tradicional. A tecnologia tem que ser um catalisador da a relação humana”, completou.

Microsoft e visão da indústria na Educação do Futuro

O uso correto da tecnologia foi justamente o destaque da participação de Rogério Boros, gerente de novos negócio da Microsoft na América Latina.

“A missão da tecnologia não é substituir, mas empoderar as pessoas para que elas alcancem mais”, salientou.

O executivo atentou para o fato de que as revoluções da industrias tem intervalos cada vez menores e daí a necessidade de se pensar em uma educação que acompanhe esta mudança e que participe deste processo de transformação da sociedade e do aluno. “A educação tem que permitir cada um encontrar o seu caminho”, reforçou.

A participação da Microsoft debateu também a importância da nuvem e a exploração da inteligência artificial, que está criando um mundo multisensorial.

Mudança da Educação Pública

Mas e na prática, o que está sendo feito? Foi esta pergunta que a coordenadora do Núcleo de Tecnologia para Aprendizagem da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, Regina Gavassa respondeu. A educadora mostrou todo o processo de inovação que vem sendo adotado na educação municipal. Ela contou que iniciativas individuais de educadores incentivaram a criação do modelo adotado

“Destas iniciativas isoladas que nasceu o que temos hoje. Nós começamos com um evento que reuniu professores para que a rede conhecesse os trabalhos da própria rede”, contou. A construção do modelo, de acordo com ela, se preocupou e trabalhar barreiras comuns dentro da inovação educacional.

O primeiro foi a construção em conjunto, para gerar um engajamento dos educadores. O segundo foi criar programas de formação continuada e terceiro trazer o uso de tecnologia para a realidade diária do professor.

A mudança gerou a inclusão de linguagem de programação e robótica no currículo da rede de 1º a 9º ano. Assim a proposta que começou em 103 unidades, estará em 100% da rede no ano letivo de 2018.