CESAR School, no Recife, prepara profissionais de olho no futuro

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O currículo acadêmico de muitas universidades brasileiras é considerado tradicional. A formação é restrita ao ensino teórico. A falta de conhecimento sobre as habilidades do século 21 é um dos desafios da educação no Brasil. Como podemos formar profissionais com habilidades socioemocionais se o conhecimento teórico é quem dita as regras dentro das universidades?

Pensando não só no desenvolvimento intelectual, como também no socioemocional dos seus alunos, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) inaugurou a CESAR School, uma instituição interna que tem como objetivo o desenvolvimento de pessoas. Em 2018, serão oferecidas duas novas graduações: Ciências da Computação e Design.

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Juliana Araripe (Foto: Divulgação)

“Somos um instituto privado, sem fins lucrativos, que desenvolve soluções de processos de inovação para o mercado de tecnologia. Trabalhamos a partir da metodologia da aprendizagem baseada em problemas”, disse Juliana Araripe, analista educacional do CESAR.

Além dos cursos que terão início em 2018, o CESAR oferece cursos de extensão, especialização, curso de residência e de mestrado. “Entendemos que as diferentes formações trabalharão em conjunto. Por isso, já oferecemos uma etapa da formação com projetos que são integralizadores”, ressaltou Juliana.

“Buscamos uma formação profissional que desenvolve o aluno como ser integral. O profissional precisa se comunicar, colaborar, ter pensamento crítico, desenvolver iniciativas, ter autonomia. Isso é algo que nós sentimos como uma defasagem no mercado. Normalmente, o profissional sai das instituições de formação profissional com um bom conhecimento técnico, mas ainda assim com um conhecimento socioemocional muito raso. Muitas vezes, isso o impede de ter um bom desenvolvimento em projetos que trabalham em equipe, trabalho colaborativo”, disse Juliana.

Desenvolvimento de profissionais para além do século 21

O curso de residência leva aos alunos problemas reais. Dessa maneira, além de aprenderem o conteúdo teórico, eles desenvolvem habilidades que, atualmente, são essenciais para um bom profissional. Atitudes que não são ensinadas com leitura de livros e apostilas.

A residência é um formato diferente de aprendizagem profissional, com uma base muito forte em aprendizagem baseada em problemas. Nela, clientes procuram o CESAR para solucionar problemas. Juliana destacou que geralmente esses problemas são bem locais.

De acordo com a analista, as pessoas que participam da residência são mais facilmente absorvidas pelo mercado da própria empresa. O período que ficam no CESAR é um treinamento para a própria instituição empregadora. O aluno permanece vinculado, mas participa do processo formativo e trabalha bem próximo aos problemas reais.

“Temos um logo ‘aprenda fazendo com quem faz’ porque, de fato, conseguimos fazer uma interface boa entre demanda do mercado e demanda do conhecimento. Nossos educandos vivenciam essas duas frentes que estão intimamente relacionadas, pois têm uma imersão em problemas reais do mercado. Não é uma formação apenas teórica, damos muita ênfase ao uso das metodologias ativas, como o aprendizado maker”, explicou Juliana.

O feedback do modelo de aprendizado adotado pelo CESAR tem sido tão positivo que algumas empresas têm feito parceria com a instituição. Uma delas é a Prefeitura de Pernambuco no projeto Pernambucoders, que teve início em agosto de 2016. Desde então, a rede estadual tem incorporado o ensino de programação na rotina dos estudantes. Um exemplo de aprendizagem baseada em projetos.

Oportunidade para estudantes de diferentes regiões do país

Para os cursos de graduação, o investimento mensal é de R$ 2.278,31. Para a primeira turma de ambos os cursos, a CESAR School oferece 30% de desconto. Assim, o valor a ser pago por parcela é de R$ 1.594,82. A graduação é em horário integral.

“Como não buscamos apenas o desenvolvimento de competências técnicas, também não avaliamos apenas as competências técnicas. Temos instrumentos para avaliação do conhecimento teórico, mas também temos para avaliação de competências socioemocionais: comunicação, colaboração, pensamento crítico, empreendedorismo, liderança. Nesse processo buscamos desenvolver ferramentas que se entrelaçam num processo seletivo que busca dar mais amparo ao emocional do participante”, enfatizou Juliana.

Engana-se quem pensa que o CESAR está de portas abertas apenas para os estudantes de Pernambuco. Estados do Sul e Sudeste estão no ranking das três regiões do país de onde a instituição mais recebe alunos. Só perdem para a região Norte. O que motivou a abertura de uma unidade devido ao grande número de interessados residentes na localidade.

“Eles buscam nossa instituição porque desejam uma formação que atrele a construção do conhecimento validado na academia e ao mesmo tempo um conhecimento aplicado no mercado. Conseguem aprender fazendo muito do conhecimento da academia”, comentou a analista educacional.

Apesar de ter uma metodologia similar, a duração dos cursos varia. O de mestrado, por exemplo, é de dois anos. Já os de graduação, duram quatro anos.

Outro diferencial é a possibilidade de integrar outros processos internos à graduação, como o Summer Job. Essa iniciativa do CESAR abre espaços para que estudantes de graduação de todo o Brasil se inscrevam para fazer uma imersão de 12 semanas. O que resolve um determinado problema demandado por clientes da rede de contatos do CESAR.

“Esses estudantes vêm pra cá e, em grupo, trabalham desenvolvendo soluções. O desenvolvimento de competências do futuro, entendendo que elas são para além do século 21”, explicou Juliana Araripe.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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