Code Club pretende tornar ensino de programação mais acessível

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Embora o ensino de programação esteja cada vez mais democratizado, muitas crianças ainda não têm a oportunidade de acesso a esse tipo de aula. Por conta disso, o Code Club, uma rede mundial de clubes de programação para crianças, tem como missão oferecer a todas uma chance de programar.

Uma rede de voluntários é responsável pelas aulas gratuitas de programação para crianças com idade entre 9 e 13 anos de idade.

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O Code Club surgiu na Inglaterra, em 2012, e no ano seguinte começou a operar no Brasil. Atualmente, são 10 mil clubes espalhados por 125 países. Os materiais são traduzidos para mais de 30 idiomas.

 

A principal atividade do clube é desenvolver materiais didáticos e estimular o ensino de programação para crianças. As aulas são expositivas e se baseiam nos conceitos das metodologias ativas.

Alunos têm autonomia durante processo de aprendizagem

Os materiais são elaborados para que os alunos tenham autonomia no seu processo de aprendizagem. Esses materiais funcionam, na verdade, como estudos guiados que indicam o passo a passo da atividade proposta.”A ideia é que os alunos tenham o mínimo de dúvidas possíveis ao usar o material”, explicou Felipe.

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Os voluntários são responsáveis por definir em quais locais serão realizadas as aulas do Code Club. Além do espaço adequado para crianças, é necessário que todos os alunos tenham acesso a um computador. As aulas podem acontecer em locais como:

  • laboratórios de informática de escolas
  • playground de prédios
  • em casa
Aula do Code Club realizada no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Quem quiser se inscrever como voluntário não precisa, necessariamente, entender de programação. O candidato pode aprender com o próprio material disponibilizado pelo Code Club. Entretanto, há outras exigências que precisam ser cumpridas, como ser maior de 18 anos e ter disponibilidade para atuar por, no mínimo, 12 semanas com uma hora de dedicação semanal.

Além das aulas, os voluntários podem colaborar com a tradução dos materiais — que são trazidos da Inglaterra —, capacitação de novos voluntários e gestão de comunidades. Também podem integrar a guilda de tecnologia (implementação de soluções), guilda de comunicação (troca de conhecimento) ou guilda de agilidade (difusão e aplicação dos valores e práticas ágeis).