COLABORE pretende ocupar lacuna entre educação e indústria criativa

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Um time de primeira linha defendeu, na estreia do COLABORE, uma maior aproximação entre gestão e sala de aula. O evento foi realizado na última segunda-feira, dia 4 de dezembro, no Rio de Janeiro, e será anual. A organização é do Centro Universitário Celso Lisboa, que lançou uma plataforma digital colaborativa durante o encontro.

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Evento reuniu profissionais de diversos setores para falar sobre inovação em educação

“O futuro da sala de aula passa por tecnologia. E isso precisa de acompanhamento de profissionais especializados, como designers e desenvolvedores. Duas pontas que não estão acostumadas a trabalhar juntas. Pontas que a plataforma quer unir”, resumiu Thiago Almeida.

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Misto de evento, rede social e plataforma colaborativa aberta, a Colabore já está no ar. O objetivo é possibilitar a inovação pedagógica a partir da aproximação entre a educação e a indústria criativa.

Parcerias e muita colaboração para o setor

Além da plataforma aberta e colaborativa, o COLABORE lançou outras parcerias para ebulir o setor. Ainda um protótipo, o “5” foi apresentado no evento como uma plataforma de aprendizagem. Usa, basicamente, inteligência artificial (A.I.).

O “5” nasceu do desejo do CEO da Zurve, Dimas Timmers, de dar um viés mais social à tecnologia A.I. e do objetivo de Thiago Almeida de popularizar a tecnologia no universo educacional. É um trabalho para ficar de olho, lá na plataforma Colabore.

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Também unindo tecnologia e educação a um cunho social, Flávio Cordeiro, sócio-diretor da agência Binder, também estará na plataforma com um projeto. A parceria dom o Centro Universitário Celso Lisboa pretende usar tecnologia para resguardar a memória histórica da cidade do Rio de Janeiro.

Educação, empatia, aproximação. E, claro, tecnologia, foram as palavras mais repetidas durante as apresentações dos palestrantes. O denominador comum é a colaboração. Para os presentes, o consenso é que sem troca de experiências, a inovação na educação não acontece. Nem com a tecnologia mais avançada.

Tendências unem inovação e tecnologia na educação

O CEO da Future Education, Thiago Chaer, apresentou números que comprovam a ineficiência da educação sem inovação. “O problema é mundial; não acontece só no Brasil. Para transformar a educação, é preciso estar atento ao papel das pessoas no futuro da aprendizagem. Num ecossistema de educação como a Colabore, acreditamos que isso será possível.”

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Números e tendências nortearam a apresentação de Gustavo Hoffmann, diretor do Grupo A e fellow da Laspau/Harvard. “A tecnologia como suporte da educação faz muito sentido. O que nos falta é iniciativa para fazer algo diferente”, disse.

Ainda de acordo com o especialista, o Brasil precisa de mais indicadores de pesquisa para inovar na educação e, com isso, melhorar a aprendizagem. E defendeu o conceito de “less teaching, more learning”.

O mesmo tom permeou a fala de Gustavo Brito, cientista social e fundador do Extramuros. Há 20 anos atuando em educação, o especialista exaltou Deleuze e lembrou do fator “emoção” no processo de ensino-aprendizagem. “O ensino precisa de conteúdo, forma e utilidade para ser relevante e atraente para os alunos do século 21.”

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Esse mesmo desafio é enfrentado e estudado pelo ITS (Instituto Tecnologia e Sociedade), dirigido Sérgio Branco. “Colaboração e empatia são maiores dificuldades durante a aprendizagem online. Precisamos criar mais experiências que se aproxime das presenciais. Essa será a nossa missão na Colabore.”

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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