Competições de e-esporte pretendem incentivar a gamificação nas escolas

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Embora os jogos eletrônicos estejam ganhando cada vez mais espaço nas salas de aula, ainda há muita resistência em integrar o e-esporte no ambiente escolar.

Victor Prado, idealizador e fundador da For Games, enfatizou a importância de incentivar atividades como essa dentro das escolas. O produtor cultural pretende, com o torneio de games ‘Couch Masters’, levar informações sobre como esses jovens podem encontrar nos jogos uma nova perspectiva de carreira.

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Victor Prado, fundador do For Games e responsável pelo Couch Masters Foto: Divulgação)

“Existe uma falta de informação com esse universo profissional. Nós vemos muitas crianças que geralmente não sabem como entrar na indústria; elas não sabem começar. As crianças têm contato com o universo da diversão, mas ninguém dá esse ‘empurrão’ inicial para esse universo profissional.”

Além disso, os jogos podem ser utilizados como boas ferramentas de ensino, contribuindo para o desenvolvimento de diversas habilidades, como:

  • Melhora da coordenação motora
  • Desenvolvimento do pensamento estratégico
  • Raciocino rápido

Outro objetivo do torneio é explorar o lado democrático do videogame. “Os jogos não têm barreiras. Uma pessoa de 12 anos e uma de 20 podem trabalhar juntas, apesar da diferença de idade. Tem esse lado democrático, que vence barreiras e preconceitos.”

Outro objetivo é divulgar carreiras no mundo dos games

Com os jogos e as competições, os jovens aprendem, também, a lidar com seus próprios fracassos.

“Em um jogo é comum você passar mais tempo perdendo do que ganhando. E é preciso perder para aprender.”

Victor destacou que no Couch Masters, embora seja uma competição, o ambiente é muito colaborativo, e os jogadores ajudam uns aos outros. Dessa forma, os participantes perdem o medo da derrota.

Para realizar o torneio, Victor conta com a parceria da Secretaria Municipal de Educação (SME), que desempenha um papel importante na divulgação do torneio para as escolas, e também com o Cefet e o Senai, que cedem seus espaços para a realização do evento.

O idealizador do For Games explicou que as escolas participantes aprovam o Couch Masters porque é uma maneira de estimular os alunos e mostrar a eles que a instituição compreende e valoriza o que eles fazem.

Próximas edições devem ter participação da rede privada

Futuramente, o objetivo é expandir o torneio e levar diversidade para as competições, com a atuação mais participativa de escolas particulares, por exemplo. De acordo com Victor, são as mais resistentes em participar de eventos como esse.

Além disso, o organizador do Couch Masters estuda a possibilidade de firmar parcerias com outros eventos que sigam essa mesma linha de atuação.

Competidora de ‘Guitar Hero’ em recente edição dos jogos (Foto: Divulgação)

Na competição, os participantes disputam jogos em consoles Xbox 360, PS4 e PS3. Cada jogador faz partidas individuais, somando pontos para sua equipe, composta por quatro jogadores.

Nas partidas, os estudantes jogam games como FIFA, Guitar Hero, Marvel vs. Capcom, Tekken, Naruto Ninja Storm, Dragon Ball Z, Cavaleiros dos Zodíacos, PlayStation All-Stars Battle Royale, Modnation Racers e Soul Calibur. Há também jogos surpresa, que são divulgados na hora do evento.

A competição deste ano já está acontecendo. A terceira etapa está prevista para meados de outubro. Esta é a segunda edição do torneio, que conta com 21 escolas inscritas.

Algumas escolas como o Colégio Sepam, localizado em Ponta Grossa, no Paraná, já entenderam a importância da gamificação e incorporaram o recurso em sala de aula. Além disso, a instituição estuda outras formas de aliar educação e tecnologia.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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