Palestra sobre machine learning abre 11º Congresso Rio Educação

As transformações sociais estão intimamente ligadas às revoluções tecnológicas que acontecem no mundo. E na educação não é diferente. Na abertura do 11º Congresso Rio de Educação – que acontece no no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio -, o jornalista e especialista em transformações tecnológicas Pedro Doria convidou os participantes a refletir sobre como cada tecnologia tem capacidade de transformar os hábitos e maneira de pensar da sociedade.

Em sua palestra, Doria explicou o conceito de machine learning e como essa tendência influenciará diversos postos de trabalho em um futuro próximo. De acordo com estatísticas apresentadas pelo palestrante, 38% dos empregos atuais serão substituídos por softwares nos Estados Unidos nos próximos 15 anos. Entre as profissões estão as de secretária, caixa de loja, empregados domésticos e contadores.

Machine learning pode ajudar na personalização do ensino

O jornalista aproveitou a oportunidade para mostrar aos educadores presentes uma nova perspectiva, integrando machine learning e educação.

O palestrante resgatou o exemplo da indústria fonográfica. Foi a primeira a sofrer impactos das revoluções digitais. Mas ganhou força novamente nos últimos tempos, fazendo uso da tecnologia streaming.

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Especialista em transformações tecnológicas, o jornalista Pedro Doria descortinou um mundo novo para os educadores presentes ao primeiro dia do evento (Foto: Erica Bastos)

Segundo Pedro Doria, essa pode ser também uma boa alternativa para educação: “Por que não usar a lógica do streaming com livros didáticos e cadernos de atividades?”

Com a assinatura digital, fica mais fácil oferecer aos alunos um conteúdo atualizado e de rápido acesso, além de ajudar a personalizar o ensino de acordo com a realidade de cada aluno. “Os softwares são capazes de entender quais conceitos o aluno entendeu ou não e, como isso, será trabalhado no próximo exercício”, explicou o especialista.

A ideia, segundo Doria, não é a tecnologia substituir o professor, e sim fazer com que os dois estejam aliados nesse processo.

“É preciso vencer as resistências que sempre existem de executivos e professores que, conservadores, não acreditam que a mudança realmente é necessária. Precisaremos nos adaptar constantemente a novas mudanças. A escola precisa ser o primeiro ambiente a passar por isso, porque é ela que vai preparar a sociedade.”

Pedro Doria usou como exemplo a ONG Teach to One, que propõe um modelo de ensino no qual os alunos têm os momentos de estudar sozinhos, com os professores e também de forma colaborativa, com seus colegas.

Entrega de medalha e prêmios durante o evento

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Jornalista Adolfo Martins (Foto: Erica Bastos)

O evento, que é uma realização do Sinepe Rio, teve ainda um momento de entrega da Medalha Edília Coelho Garcia. O jornalista e presidente da Folha Dirigida, Adolfo Martins, recebeu a comenda.

“Entendi que esta homenagem tem três vertentes justificáveis. Primeiro é a amizade, o afeto; segundo, uma virtude de qualquer bom educador, a generosidade; e terceiro, talvez seja a longevidade da minha atuação profissional.”

Adolfo Martins ainda aproveitou a ocasião para lembrar a professora Edília Garcia, que dá nome à medalha recebida: “Esta é uma homenagem que sensibiliza e afaga o ego de qualquer um. Mas acho que a principal homenageada desta manhã é a professora Edília.”

Foi realizada também a cerimônia de entrega dos prêmios aos alunos selecionados no concurso de redação, que teve como tema “O mundo digital e a reinvenção do humano”.

Além disso, os desdobramentos da utilização da internet e questões relacionadas à inteligência emocional são outros temas a serem discutidos. O evento continuará neste sábado, 30.