Crianças de 5 a 16 anos criam suas primeiras startups na SuperGeek

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Para aqueles que gostam de saber como funciona o mecanismo de um carrinho de controle remoto, por exemplo, as horas de lazer podem ficar ainda mais divertidas se aliadas a tecnologia. A SuperGeeks, primeira e maior escola de programação e robótica para crianças e adolescentes do país, atua como uma incubadora, ajudando startups a se desenvolverem.

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Além de aprender a criar jogos, os alunos também despertam o interesse por empreender. Como consequência, essas crianças criam, cada vez mais cedo, suas próprias startups. Com a terceirização de alguns setores do mercado de trabalho e ajuda da tecnologia, o empreendedorismo ganha força. Hoje é possível abrir um negócio sem necessariamente ter que investir muito dinheiro.

“Inserir as crianças desde cedo no empreendedorismo fará com que elas se tornem adultos mais preparados. Não dependerão somente do mercado de trabalho para ter uma profissão. Esse ciclo das escolas interessadas em preparar o aluno para o vestibular e para conseguir um bom emprego está com os dias contados”, disse Marco Giroto, fundador da SuperGeek.

Escolas de programação no Brasil e em Portugal 

No vídeo “O que a maioria das escolas não ensinam”, Mark Zuckerberg e Bill Gates falam da importância de crianças aprenderem a programar. Foi a motivação para que Marco Giroto e sua esposa, Vanessa Ban, criassem a SuperGeek. Na época, início de 2013, o casal morava no Vale do Silício e pensava em abrir uma startup.

Marco Giroto e sua esposa Vanessa Ban (Foto: Divulgação)

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“Ao assistir ao vídeo, lembrei que aprendi a programar muito cedo, aos 12 anos. Esse aprendizado me beneficiou em todas as áreas da minha vida. Minha esposa tinha sido professora de ensino fundamental e médio com grande experiência na área educacional. Resolvemos juntar nossos ‘superpoderes’ para criar uma escola de Ciência da Computação para crianças e adolescentes”, recordou Giroto.

O casal largou tudo o que estava fazendo no Vale do Silício para se dedicar ao novo projeto. As primeiras aulas em terras brasileiras aconteceram em maio de 2014. Atualmente, a SuperGeeks tem quase 50 unidades operando em todo o Brasil. Em Portugal são mais cinco unidades da escola de programação.

“Recentemente descobrimos, por acaso, que somos a primeira escola de programação do Brasil e mundo que recebe crianças e adolescentes para aprender Ciência da Computação. Até então, existiam apenas iniciativas dentro de colégios ou empresas com cursos de férias dentro de escolas ou universidades”, disse Giroto.

Crianças empreendedoras e tecnológicas

O curso é voltado para crianças e adolescentes dos 5 aos 16 anos. Na fase “zero”, os alunos aprendem mais sobre o mercado de games, como projetá-los, quais os canais de distribuição e divulgação. A todo momento são instigados a pensar suas criações como um produto, um negócio.

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A partir da fase 5, os alunos se unem para criar suas próprias startups e a SuperGeeks passa a atuar como uma incubadora. A mensalidade é no valor de R$270.

“As aulas são totalmente práticas. O objetivo inicial das primeiras fases do curso, que é semestral e tem duração de seis anos e meio, está no desenvolvimento de games. Ou seja, usar o que as crianças mais gostam, em prol delas mesmas. A cada aula ou a cada grupo de aulas, as crianças criam um game do zero, seguindo o passo a passo do professor, explicou Giroto.

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Os jovens empreendedores recebem instrução do professor durante aula de programação (Foto: Divulgação)

Nas fases mais avançadas, os alunos entram em contato com o aprendizado de Ciência da Computação avançada. É nesse período que exploram e aprendem tecnologias como realidade aumentada, realidade virtual, IoT, robótica, inteligência artificial, redes e servidores, segurança da informação e outras ferramentas.

“Nossa metodologia é extremamente ampla. Envolve desde a base no empreendedorismo, gamification dentro e fora de sala de aula e projetos para desenvolver em casa, que chamamos de ‘Diversão de Casa’. Além disso, há apoio pedagógico e reuniões constantes com pais e alunos. Somos um curso livre, mas com espírito de escola do século 21.”

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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