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Cyber security: instituições devem estabelecer regras de segurança

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O avanço tecnológico provocou diversas mudanças comportamentais na sociedade. Essas novas formas de relacionamento têm fomentado diversas discussões sobre questões de segurança tanto dos dados quanto dos usuários.

Mas como as instituições de ensino podem se proteger? Como devem se posicionar em um momento de crise?

De acordo com a advogada especialista em Direito Digital Patrícia Peck, a palavra-chave é informação. Patrícia esteve presente no evento da Editora Positivo no último dia 28 de junho. Na ocasião foi abordado o tema  “Cyber Security: tecnologia, informações e seus riscos”, em sua palestra.

Imagem-Patricia-Peck-Pinheiro“Todo uso de ferramenta tem de ter uma regra de uso”, disse Patrícia. A especialista explicou que antes de implementar tendências tecnológicas em suas metodologias de ensino as instituições devem estabelecer regras de uso bem definidas.

“Primeiro a regra tem que ser clara, para depois capacitar o educador. Ele é quem transmitirá isso para o aluno, explicará como fazer esse uso delimitado.”

A especialista também alertou para o fato de as pessoas estarem utilizando diversas ferramentas para uso profissional e pessoal.

“Antes as pessoas não tinham computador ou celular na vida pessoal; só no trabalho. Quando elas começaram a ter esses recursos na vida pessoal, começaram a confundir quando usar e para quê”, ressaltou.

Patrícia enfatizou, ainda, que as escolas estão começando a implementar tais recursos para fins pedagógicos em um momento em que as pessoas já têm acesso a eles para uso pessoal.

“Estamos em um processo contínuo e evolutivo de sociedade digital.”

Segurança de uso nas redes sociais também deve ser abordada

A advogada também chamou atenção para o uso de redes sociais por alunos e professores para fins pedagógicos. “Acredito muito no poder das mídias digitais para finalidade pedagógica, mas nós temos que criar uma padronização”, alertou.

Patrícia defendeu que este deve ser um trabalho institucionalizado. A escola deve identificar essa vontade entre seus professores e criar uma política para isso. Deve estabelecer, por exemplo, qual será o horário em que poderão ser feitos os atendimentos.

“Temos que ter o cuidado de utilizar a tecnologia para reforçar o ensino/aprendizagem em vez de debilitar esse ensino. Porque o aluno quer contar com o professor no horário do aluno, e não no horário da aula.”

Infográfico-dicas-segurança

Segundo a especialista, a participação dos pais também é importante nesse processo. “Acredito que a relação da escola e dos pais precisa aproximar de novo. Hoje é difícil trazer o pai e a mãe para uma convivência próxima, acaba acontecendo só quando existe um problema.”

A advogada alertou que é muito comum os pais transferirem quase que totalmente a responsabilidade da educação de seus filhos para a escola.

Nesse sentido, ressaltou que a escola deve tentar “alimentar” esses pais com informações que sejam de seu interesse. O que pode ser feito por meio de cartilhas ou um guia de conduta de postura em meios digitais.

A escola pode disponibilizar informações sobre utilização de recursos, como proteger as crianças no ambiente virtual, entre outras. Esses assuntos podem ser discutidos em reuniões de pais ou até mesmo em conversas individuais.

Outra ferramenta que pode ser utilizada é o próprio contrato de matrícula. “Para aqueles pais que leem, já percebem uma novidade ali com essas colocações.”

App iStartcare esclarece dúvidas sobre ética e segurança digital

Imagem-Aplicativo-iStartcare

“Tudo o que a escola fizer para demonstrar transmissão de conhecimento para a família, fica claro que a escola não teve uma responsabilidade de ter sido negligente na orientação”, enfatizou.

Além de ministrar palestras, Patrícia atua com outros especialistas em Direito Digital no escritório PPP Advogados. A advogada é também, sócia-fundadora do Instituto iStart.

O instituto lançou, em fevereiro de 2016, em parceria com a Editora Positivo, o aplicativo iStartcare.

No app iStartcare pais, alunos e educadores podem tirar dúvidas a respeito de ética e segurança digital. Também encontram aulas em texto e vídeos sobre cyber security.

O aplicativo é gratuito e está disponível para download na App Store e no Google Play.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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