Webinar que discutiu Educação 3.0 já pode ser assistido no YouTube

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Diferentemente da Educação 2.0, que teve origem na Revolução Industrial e se estendeu até o fim do século 20, a Educação 3.0 chegou com uma grande responsabilidade — a de transformar o ensino de crianças e adolescentes nascidos na era digital.

Nessa nova metodologia, alunos e professores trabalham em ambientes colaborativo híbrido. A sala de aula não é apenas um lugar para professores transmitirem o seu conhecimento, e sim um local de troca de experiências entre gerações diferentes.

Para falar sobre os desafios dessa nova metodologia nascida da Educação 3.0, aconteceu, na última quinta-feira, dia 1º, o webinar “Os desafios da Educação 3.0”.

A videoconferência, realizada pela Planneta, empresa com foco no desenvolvimento de soluções educacionais inovadoras, ficou sob o comando de Ton Ferreira, mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP).

Tecnologia e boa metodologia são os caminhos para a Educação 3.0

Ton Ferreira, da Planneta

Ton Ferreira, que trabalha na área da Educação há mais de dez anos, iniciou a conversa mostrando dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Sobral, no Ceará.

Na última aferição do estudo feita em 2015, o município obteve o primeiro lugar no ranking, com nota 8, deixando para trás a 1.366° posição, que alcançou na aferição de 2005.

Para o especialista, uma educação de qualidade não depende só da tecnologia, mas também de uma boa metodologia aplicada em sala de aula por meio dos professores.

Um exemplo dessa teoria, que foi aplicada em Sobral, é uma formação especializada de professores da rede pública de ensino.

Ton destacou que, assim como os médicos fazem o período de residência após concluírem a graduação, os professores também necessitam dessa formação continuada para melhor exercer as atividades de ensino dentro das escolas.

Professores precisam ser capacitados para as novas salas de aula

“Nossos currículos escolares precisam mudar e a tecnologia nas escolas não pode ser vista como um fim, mas como um meio”, enfatizou.

A falta de um treinamento direcionado aos professores sobre a utilização de novas tecnologias pode dificultar bastante a evolução da aprendizagem dos alunos dentro e fora das salas de aulas.

Além disso, segundo Ferreira, se não houver uma mudança no que diz respeito ao preparo desses professores continuaremos a ver docentes projetando numa lousa digital o mesmo conteúdo que projetaria numa tela branca ou num retroprojetor, por exemplo.

Para finalizar, Ton analisou que, apesar de estarmos no século 21, com alunos nativos digitais, as salas de aulas não mudaram. Continuam como as do século 20, onde os estudantes eram vistos como passivo e os professores eram tutores.

Segundo Ton Ferreira, nos dias atuais os alunos são grandes colaboradores; professores, indutores; e a tecnologia precisa se tornar interativa.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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