Educação Conectada leva internet de alta velocidade às escolas federais

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O governo federal acaba de dar um passo na direção de melhores condições de ensino para estudantes e profissionais da rede pública de ensino do país. Foi lançada, na última semana, a Política de Inovação Educação Conectada. O objetivo é promover a inovação por meio do uso de tecnologia nas escolas. A medida representa um avanço significativo na área educacional.

A Educação Conectada conta com parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O Centro de Inovação para a Escola Brasileira (CIEB) foi o parceiro técnico na construção das diretrizes do plano. O CIEB contribuiu na concepção da política e na definição do conceito de escola conectada.

O novo plano prevê a universalização do acesso à internet de alta velocidade nas escolas, a formação de professores para práticas pedagógicas mediadas pelas novas tecnologias e o uso de conteúdos educacionais digitais em sala de aula.

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A fase de indução da ação está prevista para até o fim de 2018. Os estados e municípios já podem fazer a adesão do programa no site do MEC. O CIEB colaborou, junto com os demais parceiros, para definir os mecanismos de implantação da política, de acordo com as características específicas de cada região do país.

Último grande plano de conectividade data de 1997

Durante a cerimônia de lançamento, o ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou a importância desta contribuição na modernização da educação brasileira.

“Para termos qualidade precisamos ter uma base comum bem definida, professores bem formados, preparados e valorizados, e tecnologia que proporcione aquilo que o mundo desenvolvido já alcançou. É justamente o intento desse projeto: queremos que a infraestrutura avance, garantindo conectividade com a internet que vem de fora e com a distribuição dos sinais dentro da escola”, ressaltou o ministro.

O secretário de Educação Básica do MEC, Rossieli Soares, lembrou que o último grande plano de conectividade do Brasil ainda em uso é o Proinfo. O plano, que data de 1997, precisa de atualização.

“O Proinfo era muito voltado para equipamentos e não cuidava de outras dimensões. Depois, surgiram políticas fragmentadas, ora pensando em conexão, ora em recursos. Pela primeira vez estamos falando de todas as dimensões em conjunto. Isso é muito importante para que a tecnologia possa realmente auxiliar a educação. A tecnologia tem que ter um fim pedagógico”, completou Soares.

Educação Conectada deverá ser totalmente implantado até 2024

Na primeira fase do programa, o MEC deverá investir R$271 milhões. Desse montante, R$255,5 milhões vão para a melhoraria da infraestrutura e conexão das escolas. O que inclui ampliação da rede terrestre de banda larga, serviços de conectividade, infraestrutura de wi-fi e compra de dispositivos.

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Nos locais onde a estrutura terrestre não é viável ou muito cara, um satélite levará internet de, no mínimo, 10 Mb às escolas rurais.

Os outros R$15,5 milhões da fase de indução financiarão a formação de articuladores locais, construção de plataforma para cursos online e produção de conteúdos específicos.

A intenção é que, até o fim de 2018, 22,4 mil escolas, urbanas e rurais, recebam conexão de alta velocidade. O processo será concluído em todas as demais escolas públicas até 2024.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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