Game EduCash ensina educação financeira nos moldes da BNCC

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BETT-EDUCAR-SELO“A educação financeira pode mudar o futuro do Brasil.” Para Reinaldo Domingos, presidente do DSOP Brasil, essa é a importância do aprendizado da disciplina no ensino fundamental. A matéria deverá ser incluída à grade curricular seguindo diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada no fim do ano passado.

A educação financeira será uma disciplina transversal, que poderá ser discutida nas demais matérias devendo ser apresentada de acordo com o conteúdo. Apesar disso, ainda é considerada uma ciência humana. Domingos ressaltou que as novas gerações passarão a ter conhecimento e recurso necessário para lidar com dinheiro de forma consciente.

Mas é importante ressaltar que não apenas as escolas deverão ajudar nesse ensino. Os pais também precisarão se envolver com a educação financeira. “A família precisa ser empoderada. Por isso oferecemos cursos e materiais para os pais. Vamos educar tantos os professores quanto as famílias dos alunos.”

. Empreendedorismo potencializa conceito de metodologias ativas

Para o presidente do DSOP Brasil, uma das dificuldades na hora de as escolas implementarem a disciplina na grade curricular será a capacidade dos professores em ensinar a educação financeira. Isso porque muitos não têm conhecimento do conteúdo. Por isso, será necessário realizar um curso sobre o assunto.

Reinaldo Domingos é um dos palestrantes da Bett Educar, que acontece em São Paulo entre os dias 8 e 11 de maio. Para o especialista, somente adotar livros não será suficiente. Será fundamental haver uma metodologia para esse tipo de ensino.

Game de educação financeira potencializa aprendizado da Matemática

O Projeto EduCash já pode ser citado com um case nessa área. Criado em 2015 pela consultoria Educar 3.0, o game objetiva trabalhar a educação financeira pessoal na base, com crianças entre 9 e 12 anos de idade.

O game foi construído em módulos. Isso permite que seja utilizado tanto bimestralmente quanto semestralmente. A implementação parte de um workshop para sensibilizar pais, coordenadores e educadores sobre o tema educação financeira para crianças.

Para os professores utilizarem a plataforma em sala de aula, é realizada uma preparação técnica. Em seguida, é elaborada uma linha de ações pedagógicas que englobam planos de aulas específicos.

“Cada escola tem uma forma de cobrar e inovar e de admitir pessoas que estão produzindo algo para a educação. A questão de relacionamento, de comunicação para esse processo de venda, é um grande desafio.”

De acordo com Flávio Ramos, o retorno é que o game pontencializa o aprendizado, principalmente em Matemática. “Elas envolvem os aspectos cognitivos e o desenvolvimento de atitudes e de valores do ponto de vista das habilidades comportamentais e socioemocinais.”

A Educar 3.0 já firmou parcerias com a finlandesa TeacherGaming, presente em 15 mil escolas em todo o mundo, com a SmartLab, plataforma brasileira de conteúdos educacionais e com a Playmove, outra startup brasileira voltada para projetos educativos digitais.

O EduCash, recebeu R$ 350 mil de aporte em 2015 de um investidor-anjo. Seu crescimento médio no primeiro ano de operação foi de 30%. A plataforma já está presente em mais de 60 escolas brasileiras e pretende chegar à marca de 150 escolas ainda em 2018.