Escola Buddys fatura R$1,5 milhão em um ano com aulas de programação

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Em 2014 surgia, nos Estados Unidos, uma mobilização entre as escolas para incorporar a programação de computadores como uma disciplina em turmas de ensino médio e fundamental. A partir desse movimento, Marlon Wanderllich teve a ideia de montar uma escola de programação para crianças e adolescentes. Na Buddys, os alunos aprendem não só a programar, mas a desenvolver jogos, aplicativos, entre outras atividades do universo da tecnologia.

“Queria abrir um negócio. No fim de 2014 tive a ideia de fazer um curso de programação de computador para crianças e adolescentes. Como vim dessa área de tecnologia, queria me diferenciar de alguma forma, pegar um nicho diferente”, disse Wanderllich.

A escola iniciou as atividades no início de 2015, na própria casa de Marlon. Trabalhavam com ele seus dois irmãos, Matheus e Marcelo, e seu primo, Breno Leles. No segundo semestre de 2015, os sócios conseguiram alugar duas salas comerciais e transferiram para lá as atividades dos cursos.

No início, os sócios exerciam atividades gerenciais e também davam aulas (Foto: Divulgação)

“No segundo semestre, começamos a correr atrás de investimento anjo. Conseguimos no início de 2016. Foram R$150 mil para abrir uma unidade grande, de rua, com fachada. Até então, estávamos só com duas salinhas no fundo de uma casa comercial, mas com vários alunos”, explicou o fundador.

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Escola utiliza metodologia baseada no ensino híbrido

No fim de 2016, a escola era um sucesso entre pais e estudantes e apresentava um faturamento de R$1,5 milhão. Naquele momento, os sócios decidiram fazer uma estruturação do modelo de negócios para expandir a rede de escolas, que conta, atualmente com 18 unidades nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Santa Catarina.

Agora, o objetivo é atingir, em 2018, um total de 50 franquias. A princípio, por uma questão de logística, as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste são as mais visadas, conforme explicou Wanderllich.

“As nossas ações de expansão e de marketing estão voltadas para essas regiões, porque fica mais fácil acompanhar as franquias quando elas estão nos estados mais próximos a nós.”

Na Buddys, os alunos têm acesso a um ensino personalizado (Foto: Heliakim Jr)

Na Buddys, os alunos têm acesso a um ensino personalizado e fundamentado nos conceitos do ensino híbrido. A plataforma que os alunos utilizam foi desenvolvida pelos próprios sócios. Nesse modelo, alunos de diferentes níveis podem compartilhar o mesmo ambiente, cada um desenvolvendo sua própria atividade.

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Marlon aproveitou para anunciar uma novidade. A Buddys firmou uma parceria com a IBM e pretende inserir recursos de inteligência artificial na plataforma. A previsão de lançamento é para o segundo semestre de 2018.

Alunos expõem seus projetos em evento anual

O professores que trabalham na Buddys são, em sua maioria, estudantes finalizando a faculdade. Antes de iniciar as atividades nas escolas, esses professores passam por um treinamento imersivo de uma semana, para se adequarem à metodologia de ensino da Buddys.

“Nenhum professor vem pronto. Quando ele é muito bom tecnicamente, não tem a parte metodológica e pedagógica. O que, de fato, buscamos é alguém que tenha uma técnica, e formamos essa pessoa como professor. Porque ainda tem isso, eles chegam com uma cabeça de engenheiro, técnico e precisamos mudar o mindset deles para transformá-los em professores.”

Os sócios realizam, também, um movimento em Belo Horizonte para incentivar empreendedorismo tecnológico em crianças e adolescentes. O evento anual “Programadores do Futuro” iniciou como uma forma de os alunos da Buddys fazerem a exposição de seus projetos. Com o aumento da visibilidade, começou a ser aberto ao público. Na última edição, um total de quatro mil pessoas compareceram ao evento.